sexta-feira, 17 de julho de 2026

QUEM?

Recebemos mais uma colaboração, bem oportuna, de nosso amigo e confrade Betinho Chahaira. Uma bela poesia, selecionada e publicada na antologia O Amor que Transcende a Vida, onde assina como pedagogo por formação, bancário por profissão e escritor por paixão, mas que faltou incluir, atleta por natureza e inspiração.

Antes da leitura de seu texto sobre o luto, os PARABÉNS para os aniversariantes do mês de julho de 2026.      

        05 - DERZEMAR, o Velho
        06 - LUIZ (LUIZINHO) Eduardo Gomes



        07 - WALTER CURI ( in memorian)
        
08 - WILDE

        10 - BINA
       
 
       13 - Priscilla (DRINKS)
       13 - Luiza (KIBE)

       14 - Renato RIVELINO


        20 - LEO

        20 - Luiza (LÉO)
        20 - ELIAS WALTER ALVES
        20 - DIA DO AMIGO
        23 - Mateus (neto BETO NARIBA)
        
24 - ARACELIE "CECÉ"

        25 - TANIA "VOVÓ" (ROBSON)
        29 - RAIMUNDO

 QUEM?

Sim, luto.
Quem nunca?
Sobressaltos na minha, na sua, na nossa vida.
Seria um bilhete, um livro, uma biblioteca inteira?
Qual a dimensão desse sentimento indelével em nossa própria história?
Cada qual com sua leitura, sua amargura, suas lembranças, suas nuances.
Recordações abrangem alegrias, frustrações, saudades, estripulias.
Tristeza?
Não colocaria isso na minha mesa!
Nem no meu coração.
Mas isso a gente não escolhe.
Uns colhem, outros simplesmente acolhem.
Têm quem suporta.
E quem se revolta.
Quem nunca?
Então lute a boa luta!
Seu luto, suas regras!
Não esqueça a ternura, já dizia um sábio.
Ter saudades é a maneira de amar sem poder abraçar.
Abrace forte suas lembranças!
Beije bastante seus bons momentos!
Aconchegue carinhosamente seu coração!
Ok, tem certos dias que não são exatamente os melhores, muitas vezes não podemos desabafar com quem gostaríamos de estar e a gente sente que a dor nos corrói.
Sabemos que dói.
Mas uma hora aquele dia vai acabar e sempre podemos nos despir da melancolia e sonhar com um novo dia!
Luto? Sim!
E por que luto eu resisto, pois nossas armas podem fazer a diferença!
Nos armar de esperança e de um arsenal de amor!
Sim, luto.
E quando nada mais me consolar, tenho o direito de chorar!
Quem nunca?


Obrigado Betinho, realmente é um texto que merece ser lido e divulgado, parabéns e que continue escrevendo e participando de nosso blog.

Até o próximo, nosso amigo e irmão, 
                          Betinho Chahahahahaira (não canso de chama-lo assim...).

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domingo, 28 de junho de 2026

O Luto e o Drink Coletivo

 Nosso querido amigo Mário Neves, o Comendador, ainda atravessando o luto pela partida de seu irmão, Frango Del, compartilhou conosco o texto Diário do Luto, atribuído à psicóloga Taila Freitas. Pesquisadora dedicada ao tema, Taila nos lembra que o luto não tem prazo definido — e como não concordar?


É um texto sensível, que nos mostra como o luto retorna em diferentes momentos da vida: em uma música, em uma data especial, em uma conquista que gostaríamos de dividir, em uma fotografia antiga encontrada por acaso, em um cheiro, em um sabor, em uma lembrança inesperada — e até mesmo em um encontro entre amigos.

Mas antes de seguirmos refletindo, vamos celebrar os aniversariantes de junho, mês que inaugura o Equinócio do Inverno: 


  • 05 – Marquinho Cabeça
  • 06 – Beto Nariba
  • 06 – Moss Martins Moraes
  • 06 – Matteo (neto Puck)
  • 13 – Milorginho (Milorge)
  • 14 – Armando Quáquá (in memoriam)
  • 14 – Nico (neto Puck)
  • 14 – Letícia (Chahaiara)

  • 16 – Celso Russo Sorru
  • 21 – Qualirinha
  • 22 – Tchona
  • 24 – Dudu Columa
  • 26 – Eduardo Derzemar)

  • 27 – Isa.. Bel
  • 29 – Tereza Frango Cristina

Taila nos recorda que, com o tempo, não aprendemos a esquecer, mas a acolher essas visitas do luto com menos medo e mais compreensão. O luto não é um problema a ser resolvido: é a expressão de um amor que permanece, mesmo quando alguém já não está fisicamente entre nós.

Às vezes, quando acreditamos estar em paz, ele retorna e bate à porta. Não é recaída, nem retrocesso. É um movimento natural. Cada visita é uma oportunidade de olhar para a dor com novos recursos, mais cuidado e maior compaixão por nós mesmos.

No olhar da psicóloga, se o luto nos visita hoje, isso não significa que estamos piorando. Significa apenas que seguimos amando alguém que continua sendo
parte essencial da nossa história.

E é nesse espírito que levantamos um drink coletivo: brindemos à vida, aos que estão presentes e aos que já partiram, porque o amor é a chama que nunca se apaga. Que cada gole seja memória, cada sorriso seja celebração, e cada abraço seja a certeza de que seguimos juntos — mesmo quando o inverno chega, há sempre calor na amizade e luz na saudade.



sábado, 30 de maio de 2026

Confraria da Correa Dutra e Amigos — um tributo para o amigo Frango Del

Maio nos carrega com o perfume das flores e o riso dos que completam mais um ano de caminhada. À nossa Confraria da Correa Dutra e Amigos, que soma mais de cinquenta anos de cumplicidade e chegará, neste ano, à sua 26ª Reunião ininterrupta, já brindamos com carinho os aniversariantes deste mês, em que me incluo com muita alegria e satisfação. Que a saúde nos alongue os passos, que a alegria nos aqueça as manhãs e que cada abraço recebido hoje valha por muitos reencontros. Renovamos os parabéns para todos nós, amigos de maio. Nós iluminamos a roda, alimentamos a memória e lembramos que a vida é melhor quando celebrada em conjunto.

E não podemos deixar passar uma singela homenagem — um tributo ao nosso amigo que partiu, cuja presença permanecerá sempre acesa entre nós.

Frango Del Macumba, presença que não termina

Há turmas que atravessam décadas como rios de lembranças. A nossa Confraria é um desses cursos que não secam. Somos mais de cinquenta anos de histórias, gargalhadas e cuidados, e chegando em breve, à sua 26ª Reunião ininterrupta, com mais de quarenta corações que se reconhecem pelo nome, pelo abraço e pelo silêncio confortável de quem já disse tudo sem precisar falar. A idade nos encurta os passos, mas alarga a alma. A maioria já beira os setenta, e sabemos — com ternura e bravura — que a vida afunila. Nem todos conseguem chegar a cada encontro, ainda assim, ninguém fica para trás.

Com o passar dos anos, aprendemos que a ausência é apenas uma outra forma de presença. Quem não vem, vem mesmo assim, em fotografias, em histórias repetidas de propósito, em apelidos que saltam do passado para puxar um sorriso de agora. Os que partem ganham um assento reservado: não à mesa de madeira, mas na mesa maior das lembranças. Ali, nunca falta lugar.

No dia 26 de maio silenciou-se uma das vozes que mais nos convocavam à alegria: Marco Neves, o nosso Frango Del Macumba, pilar desta turma. Seu riso, e sua voz marcante, destravavam portas antigas, sua chegada era delicadeza, sua permanência, o cuidado. Partiu o amigo, fica a amizade — que não aceita despedidas definitivas. Enquanto pronunciarmos seu apelido com carinho, ele sai do retrato e vem se sentar entre nós.

Para dizer o que o coração já sabe, amigo verdadeiro é quem está, mesmo quando não pode. Morar longe, pode somar anos de silêncio, mas o reencontro devolve o tempo ao lugar certo, e o coração acerta o caminho.

Amizade sincera não se apaga: não há ex-amigo. Quem declara que deixou de ser talvez nunca tenha sido. A verdadeira amizade é um fio que não arrebenta: estica, canta, sustenta o peso dos anos e a leveza dos risos. Nisso, Frango Del é exemplo inteiro — um modelo de lealdade para quase todos nós, a prova viva de que estar junto é um verbo que não envelhece.

Há uma música que só a Confraria ouve: mistura saudade e celebração. Choramos os que se foram, mas dançamos por eles. Brindamos à memória como quem acende luz em janela antiga. Os que partiram olham de volta, e o brilho se acomoda nos olhos de quem fica. A próxima reunião — a vigésima sexta, a vigésima sétima, e quantas vierem — renovamos o pacto: lembrá-los sem melancolia pesada, honrá-los com alegria verdadeira.

No próximo encontro, haverá cadeiras vazias que ninguém preencherá — lugares marcados pelos que adiantaram a travessia. Sobre elas, poderá repousar o peso leve de um chapéu de palha, de uma piada interna, de um apelido que só nós entendemos. Ali, Frango Del, você permanece, não como ausência, mas como presença que mudou de lado. Quando a gargalhada, ou seu canto, explodir do nada, saberemos de onde veio.

Se a eternidade existe, mora no cotidiano, no café que demora, na lembrança que insiste, no “como vai?” que realmente quer saber. A Confraria é esse jeito de tornar o tempo amigo, seguimos, mais lentos nas pernas, mais vastos no afeto. E enquanto houver quem conte as mesmas histórias com a mesma alegria, ninguém se perde no caminho.

Frango Del Macumba, nosso Marco, fica aqui o brinde que não termina: à sua voz nos sambas, que só você sabia como cantar, na tua risada que cabe em todos nós, à tua lealdade que cabe na palavra amigo. Seguimos reunidos, porque é assim que a tua memória gosta de viver, na roda de um samba, no papo regado, na fraternidade com a família e na lealdade com os amigos. E quando, um a um, a vida nos chamar para a outra mesa, que seja para reencontrar-te no mesmo riso — como sempre foi, como sempre será.

A amizade, na Confraria, não conhece ponto final, só vírgulas — pausas para respirar e continuar. Que nossa história siga escrita com afeto e coragem, e que cada reencontro renove os laços que nos fazem eternamente amigos. Viva a Confraria da Correa Dutra e Amigos — hoje, amanhã e sempre. 





quinta-feira, 7 de maio de 2026

SE VOCÊ ... além de Véio...

 Vamos começar o especial mês de MAIO com os merecidos PARABÈNS:

    02 - CÁSSIO PINGA

                        02 - ULISSES PEIXE
                        02 - Gabriel (ZÉ FRANGUINHO)
                        03 - VERÔNICA  (ANTERO)
                        04 - XIQUINHO
                        04 - L Madruga (genro DELLA)
                        07 - Amanda (BYRA)
                        07 - Ana Fraga (ex PQD)
                        10 - GEORGETE VIDOR
                        11 - MARCOS BIBACA
                        11 - ANDRÉ FEIJÃO 🫛
                        11 - RODRIGO (filhote GODA)
                        

15 – DRINKS  (olha eu aí...)
                        18 - VIEIRA SVIEIROVSKY
                        20 - MARÍLIA
                        20 - SERGIO CASTOR
                        21 - LUIZ LOKA
                        21 - J SAIETA ( saudades)
                        21 - ZÉ PRETINHO
                        27 - ROBERTO AZULÃO

E para comemorar preparamos um texto pescado na Internet pelo nosso amigo Paulo Godá, que enumera diversas lembranças de uma época passada mas que continua presente em nossas vidas.

E para dar um toque caseiro, incluímos algumas lembranças específicas de nossa Confraria.

SE VOCÊ,

“Já foi um "pão" e conheceu um "broto". Teve um anel "brucutu". Foi a um baile de "garagem" com luz negra. Usou um "Vulcabrás" ou "Passo Doble". Teve uma "Sharp", "Telefunken", "Colorado RQ", ou "Philips". Teve um jogo de botão de galalite. Teve um toca-fitas Roadstar ou TKR cara preta.  Sabe quem foi Teixeirinha e Valdick Soriano. Cantava "Only Youuuu". Curtia "National Kid" e "Ultraman". Assistiu aos "Reis do IÉ, IÉ, IÉ". 

Teve uma blusa cacharrel de gola rolê.

Usou perfume "Lancaster", "Azzaro" e brilhantina Glostora. Dirigiu Fusca, Chevette, Brasília, TL Corcel, Opala, SP2, Karmanghia ou Maverick.

Sabe quem foi Denner,  Clodovil, Blota Jr. , J Silvestre, Chacrinha e Flavio Cavalcanti. Assistiu Wilson Simonal e Jair Rodrigues na TV. Assistia Ted Boy Marino no tele Catch.

Assistiu a seleção ao vivo na Copa de 70. Leu "Intervalo”, “Cruzeiro", "Manchete", "Realidade" e “Seleções”. Sabe o que é matiné. Assistiu filmes de Roy Rogers, Durango Kid, Flash Gordon e o seriado de Fumanchu no cinema.    Curtiu o seriado de "Zorro e Tonto", "Bat Masterson"  "Ivanhoe" e "Daniel Boone". Viu "Perdidos no Espaço", "Túnel do Tempo" e "Terra de Gigantes".

Adorava "Rin Tin Tin" e o "Lobo" do "Vigilante Rodoviário". Gostava de "Jonny Quest", "Speed Racer" e "Tin Tin". Assitia o programa do Chacrinha, viu tb o palhaço Carequinha, os filmes do Roberto Carlos e Elvis Presley e os The Beatles, The Monkeys.  Não perdia um capítulo de "O Bem Amado". Viu sua mãe usar "Rinso". Mascou chicletes "Adams" e "Ping Pong", comeu os biscoitos Globo.

Curtia as músicas de "Tom Jones". Viveu a febre dos jeans "Lee" e "Levi's". Torceu nos festivais de MPB da Record ou assistia à "Jovem Guarda". Ouviu os cantores Altemar Dutra e Nelson Gonçalves. Usou calça "boca de sino" e "paletó com ombreira". Usou calça santropê e blusa cachecol.

Viu, ao vivo, o homem pisar na lua e o término dos Beatles. Brincou descalço na rua, de "amarelinha", "esconde-esconde", "polícia e ladrão" e "queimada" e finca e brincou tambémde Sala de frutas e de Médico. Jogou com bola de meia e capotão e de bola de gude e pião. Desceu ladeira abaixo com carrinho de rolimã. Fez compras na Sears, Mesbla, Bemoreira e nas Lojas Ducal e Lojas Brasileiras. Andou de Jeep kandango, Rural Willys, Vemaguet ou Gordini. Andou de bonde. Usou Conga,  Bamba ou "Kichute". Trocou gibis na frente do cinema e bateu figurinha na saída da escola. Saboreou Drops Dulcora, Pirulito Zorro e Ki-Bamba, a combinação perfeita de chocolate e mashmelow.

Tomou Grapette, Crush e Miranda. Assistia o canal 100. Andou de Simca  Chambord, Aero Willys e Impala hidramático.

Conheceu o caminhão Fenemê e Studbaker.

Limpou terreno baldio para jogar uma "pelada". Destopou a unha do dedão jogando bola em terreno baldio. Tomou Biotonico Fontoura e Emulsão Scott.

Bebeu Cuba Libre. Comeu quebra queixo e cuscuz doce na praia feito pelas mãos dos ambulante e tomou mate gelado com limonada. Tomou sorvete daquelas máquinas com frascos de vidro. Tinha medo do homem do saco, brincou na chuva e nunca ficou resfriado. Tomou besentacil e não chorou, viu chegar Top Less, Brigitte Bardô, estudou em colégio publico como Pedro II e militar e colégios de freiras e foi normalista (meninas) e fez prova de Admissão. Viu a queda e morte de Getúlio Vargas.

Viu os soldados e cavalos na Praia do Flamengo, descansando para os desfiles da parada de Sete de Setembro.

Foi criado jogando bola na sede náutica do Flamengo, que ficou conhecida como Sede Velha. Foi treinado pelo Tião e viu Jarbas, antigo craque do time, comandar jovens como Fio Maravilha, Zequinha, Paulo Henrique, Luiz Carlos e outros que despontaram na equipe principal.

Viu e jogou bola nas areias do Brejo e nos campos do Aterro do Flamengo, ecompetiu por times como o Sede Velha, Ordem e Progresso, do saudoso Capitão, Capri, Canarinho, AVEC, Ferreira Viana, Bela Vista, Embalo e outros que faziam a alegria das arquibancadas.

E dessas arquibancadas você assistiu veteranos como Zagalo, Nilton Santos, Jair da Rosa Pinto, Barbosa, Ademir Menezes, Telê Santana, e futuras estrelas como Zico e seus irmãos, Zezinho, do Canarinho para o Fluminense, Paulo Sérgio, goleiro da seleção brasileiro, no campo e na areia, mas que nunca abriram mão de uma boa pelada.

Estudou em escolas como a Rodrigues Alves, na Silveira Martins, Amaro Cavalcanti e Rui Barbosa, no Largo do Machado, entre outras também conhecidas.

E conheceu artistas como Emilio Santiago, Osvaldo Nunes e Agnaldo Timóteo, que sempre passeavam pela Praia do Flamengo e Aterro na busca de novas aventuras.

Não se esquece de ilustres personagens atuantes nas mais diversas áreas, como o  Barão Felipe de Felipe, que comandava o Bicho e algumas meninas na Correa Dutra e vizinhança. O incrível Jhonny, e suas histórias mais incríveis ainda. O maluco do Gigi, que assim se identificava para ficar na sombra e cuidar do seu mato queimado. Paulinho Malandro, cuja malandragem foi insuficiente para evitar uma partida tão precoce. 

Sente um aperto no coração quando ouve nomes como Xaolim, Zé Augusto, Maurinho, Lumumba, Zé Roberto, Santalucia, Márcio Bruxa, China, Marcelinho, Luiz Paulo, Ronaldo, Walter Curi, Roberto Melo, e outros mais.

E também se recorda de vizinhos famosos, que até hoje deixam saudades no Brasil, como o maestro Ed Maciel, os cantores Anísio Silva e Sérgio Murilo, o ator Carlos Vereza, o pintor Gentil Correa, o bailarino Dennis Grey e o carnavalesco Geraldo Cavalcanti, entre outras figuras inesquecíveis dessa época.

Então VOCE, além de VÉIO, também faz parte da  CONFRARIA DA CORREA DUTRA & AMIGOS !”

Então, meu amigo(a)  com certeza você foi e é, muito feliz. (Paulo Godá)

(Inicialmente postado por uma amiga da época do ginásio ! - Paulo Godá)

terça-feira, 14 de abril de 2026

1° de abril... é mentira!

Hoje é 1°de abril!  É mentira, já passamos da primeira semana de abril, e como desde criança aprendemos que no primeiro dia de abril comemoramos o Dia da Mentira, vem logo uma pergunta inevitável:

- Por que comemorar o Dia da Mentira? Não é feio mentir?

Quando as crianças perguntam, os pais despistam, os avós dizem que esqueceram e os amigos não respondem porque podem ser chamados de mentirosos. E sem respostas, seguem nas brincadeiras.

O Dia da Mentira é um dia tão divulgado, que aqui no nosso Brasil, só falta ser marcado como Feriado Nacional.

E ainda temos a Internet e as Inteligências Artificiais que estão prontas para nos darem uma resposta sem mentiras. Ou não?

Mas antes de conhecermos a verdade sobre o Dia da Mentira, vamos dar os PARABÉNS para uma grande turma formada por arianos e taurinos nascidos no mês de abril.

            02 - ELOÁ LYRIO

06 - MARCOS LYRIO

09 - José ( neto GODÁ GODEI)

10 - MILTINHO

11 -TAMBA

11 - RÉGIS

14 - Dr. ARI

16 - FÁBIO (Correa de Baixo)

16 - Isabel-bel-bel ( GAGUINHO )

17 - FRANGO DEL

17 - Dª Eva ( mãe ARMANDINHO)

18 - BIEL   (neto DRINKS)

20 - SÉRGIO FALCÃO

22 - ZÉ FRANGUINHO

23 - ISMAEL ( in memorian )

25 - Paulinho  (neto DRINKS)

26 - NELSINHO

28 - MAURINHO ( in memorian )

28 - Paulinho ( neto DRINKS)

29 - Pedro (filho KIBE)

29 - ÇABECA DE CAROPI

29 - Patrícia  (filha FRANGO)

E como não podia faltar, os parabéns para o Betinho PQD, aquele amigo que afirma fazer aniversário todos os meses do ano. Será mentira?

O mais interessante é que após algumas pesquisas pela Internet sobre o Dia da Mentira, conseguimos entender que nenhuma delas é totalmente comprovada por evidências documentais conclusivas, ou seja, todas podem ser mentiras. E escolhemos seguir aquela que nos pareceu ser menos mentirosa.  

Diz a lenda, que a origem do Dia da Mentira é incerta e envolve várias teorias históricas, e que a data — 1º de abril — está associada a tradições de brincadeiras, enganos inocentes e trotes desde pelo menos o século XVII na Europa, especialmente na França e na Grã-Bretanha.

E na busca por uma resposta mais próxima da verdade, fomos filtrar informações com base nas origens dos calendários, e constatamos que até 1582, quando o Papa Gregório XIII implantou o seu calendário gregoriano, a maior parte da Europa utilizava o calendário juliano, cujo ano novo começava por volta de 25 de março (não era uma data fixa) com celebrações que se estendiam até 1º de abril.

Quando o novo calendário foi instalado, o início do ano foi oficialmente movido para 1º de janeiro, e alguns relatos afirmam que pessoas que continuaram celebrando o Ano Novo em abril eram ridicularizadas — chamadas de "pólos de abril" , poisson d’avril na França, e ainda hoje usado para designar as brincadeiras do dia — e alvo de trotes.

No entanto, estudos mais recentes (daqueles universitários desocupados), sugerem que essa ligação com a reforma do calendário não tem base documental sólida (seria mais uma mentira?) pois não há registros do século XVI mencionando trotes em 1º de abril nesse contexto. Em vez disso, o Dia da Mentira pode ter raízes em festivais pagãos de primavera (outono, aqui no Brasil), como o festival romano de Hilaria (nome bem apropriado) celebrado por volta do equinócio de março, marcado por disfarces, sátiras e inversão de papéis sociais — características compartilhadas com o 1º de abril que conhecemos.

Descobrimos também que o 1º de abril é celebrado de maneiras distintas ao redor do mundo — com variações culturais, nomes locais e práticas específicas que refletem tradições históricas, linguísticas e sociais. A seguir, uma rápida comparação entre Brasil, França, Reino Unido e Índia:

Brasil — Dia da Mentira

  • Nome: Conhecido como Dia da Mentira, embora Dia dos Tolos seja  também  usado.
  • Prática típica: Trotes entre familiares e amigos — ligar dizendo algo absurdo (“seu carro foi roubado”, “você ganhou na loteria”), enviar mensagens falsas ou criar situações cômicas.
  • Característica cultural: Pouco institucionalizado; não há tradição midiática forte de notícias falsas sérias (ao contrário da França ou UK). O foco está mais no âmbito pessoal e informal.
  • Atenção: No Brasil, há certo cuidado com limites éticos — trotes que causem pânico, danos emocionais ou jurídicos (ex.: falsa demissão, fake news sobre saúde) podem ter consequências legais (art. 140, CP — calúnia/injúria; ou art. 297 — falsidade ideológica, se envolver documentos).

França — Poisson d’Avril ("Peixe de Abril")

  • Nome: Poisson d’Avril — termo usado desde o século XVII.
  • Prática típica: Colar um peixe de papel nas costas de alguém sem que perceba; também há brincadeiras com notícias falsas, anúncios enganosos e canulars (trotes elaborados).
  • Origem simbólica: Uma das teorias (não comprovada, mas popular) liga o peixe ao fim da Quaresma: em abril, ainda era comum comer peixe (por restrições religiosas), e quem fosse enganado seria comparado a um “peixe fácil de fisgar”. Outra sugere ligação com o signo de Peixes, cujo período termina em 20 de março — o “peixe” estaria “fora de época”, como o enganado.
  • Mídia: Jornais e sites franceses tradicionalmente publicam notícias fictícias — ex.: Le Parisien já inventou "descoberta de um novo continente no Atlântico" ou "prefeitura de Paris proíbe o uso de calças jeans".

Reino Unido — April Fools’ Day

  • Nome: April Fools’ Day, com distinção clara entre "fool" antes do meio-dia e após o meio-dia, quando o trote não vale (“April Fool’s Day is over at noon”).
  • Prática típica: Trotes organizados por mídia e instituições — BBC já divulgou, em 1957, um documentário falso sobre “colheita de macarrão em árvores suíças”; em 1998, a rede britânica ITV anunciou que o Loch Ness havia sido drenado e o monstro encontrado… morto e embalsamado.
  • Cultura de humor: Valoriza o absurdo inteligente, o deadpan e a ironia sutil — o sucesso do trote depende de sua credibilidade inicial e do timing impecável.
  • Limite social: Assim como no Brasil, há expectativa de que o trote termine com risos — não com constrangimento duradouro.

Índia — Sem tradição nacional consolidada, mas influências regionais e modernas

  • Nome: Não há denominação tradicional indiana para 1º de abril. Em áreas urbanas ,onde a língua inglesa é difundida, usa-se April Fools’ Day. Em algumas regiões, associa-se ao festival hindu de Holi (março/abril), mas não há ligação direta: Holi celebra o triunfo do bem, cores e renovação — não enganos.
  • Prática típica:
    • Nas cidades e meios digitais, há adoção crescente de trotes online (memes, fake screenshots, vídeos engraçados).
    • Mídias indianas (ex.: The Times of India, NDTV) às vezes publicam light-hearted hoaxes, como “governo aprova folga nacional em abril”, sempre com aviso sutil ou revelação ao final.
  • Contexto cultural: A tradição de “mentir com propósito lúdico” não é aceito na ética indiana tradicional (satya, ou verdade, é um valor fundamental no hinduísmo, jainismo e budismo), o que pode explicar a ausência de uma celebração enraizada.

Na dúvida, é preferível não esticar muito o assunto, e apenas comemorar e brincar, caso contrário poderemos ser pegos contando uma mentira.