sábado, 30 de maio de 2026

Confraria da Correa Dutra e Amigos — um tributo para o amigo Frango Del

Maio nos carrega com o perfume das flores e o riso dos que completam mais um ano de caminhada. À nossa Confraria da Correa Dutra e Amigos, que soma mais de cinquenta anos de cumplicidade e chegará, neste ano, à sua 26ª Reunião ininterrupta, já brindamos com carinho os aniversariantes deste mês, em que me incluo com muita alegria e satisfação. Que a saúde nos alongue os passos, que a alegria nos aqueça as manhãs e que cada abraço recebido hoje valha por muitos reencontros. Renovamos os parabéns para todos nós, amigos de maio. Nós iluminamos a roda, alimentamos a memória e lembramos que a vida é melhor quando celebrada em conjunto.

E não podemos deixar passar uma singela homenagem — um tributo ao nosso amigo que partiu, cuja presença permanecerá sempre acesa entre nós.

Frango Del Macumba, presença que não termina

Há turmas que atravessam décadas como rios de lembranças. A nossa Confraria é um desses cursos que não secam. Somos mais de cinquenta anos de histórias, gargalhadas e cuidados, e chegando em breve, à sua 26ª Reunião ininterrupta, com mais de quarenta corações que se reconhecem pelo nome, pelo abraço e pelo silêncio confortável de quem já disse tudo sem precisar falar. A idade nos encurta os passos, mas alarga a alma. A maioria já beira os setenta, e sabemos — com ternura e bravura — que a vida afunila. Nem todos conseguem chegar a cada encontro, ainda assim, ninguém fica para trás.

Com o passar dos anos, aprendemos que a ausência é apenas uma outra forma de presença. Quem não vem, vem mesmo assim, em fotografias, em histórias repetidas de propósito, em apelidos que saltam do passado para puxar um sorriso de agora. Os que partem ganham um assento reservado: não à mesa de madeira, mas na mesa maior das lembranças. Ali, nunca falta lugar.

No dia 26 de maio silenciou-se uma das vozes que mais nos convocavam à alegria: Marco Neves, o nosso Frango Del Macumba, pilar desta turma. Seu riso, e sua voz marcante, destravavam portas antigas, sua chegada era delicadeza, sua permanência, o cuidado. Partiu o amigo, fica a amizade — que não aceita despedidas definitivas. Enquanto pronunciarmos seu apelido com carinho, ele sai do retrato e vem se sentar entre nós.

Para dizer o que o coração já sabe, amigo verdadeiro é quem está, mesmo quando não pode. Morar longe, pode somar anos de silêncio, mas o reencontro devolve o tempo ao lugar certo, e o coração acerta o caminho.

Amizade sincera não se apaga: não há ex-amigo. Quem declara que deixou de ser talvez nunca tenha sido. A verdadeira amizade é um fio que não arrebenta: estica, canta, sustenta o peso dos anos e a leveza dos risos. Nisso, Frango Del é exemplo inteiro — um modelo de lealdade para quase todos nós, a prova viva de que estar junto é um verbo que não envelhece.

Há uma música que só a Confraria ouve: mistura saudade e celebração. Choramos os que se foram, mas dançamos por eles. Brindamos à memória como quem acende luz em janela antiga. Os que partiram olham de volta, e o brilho se acomoda nos olhos de quem fica. A próxima reunião — a vigésima sexta, a vigésima sétima, e quantas vierem — renovamos o pacto: lembrá-los sem melancolia pesada, honrá-los com alegria verdadeira.

No próximo encontro, haverá cadeiras vazias que ninguém preencherá — lugares marcados pelos que adiantaram a travessia. Sobre elas, poderá repousar o peso leve de um chapéu de palha, de uma piada interna, de um apelido que só nós entendemos. Ali, Frango Del, você permanece, não como ausência, mas como presença que mudou de lado. Quando a gargalhada, ou seu canto, explodir do nada, saberemos de onde veio.

Se a eternidade existe, mora no cotidiano, no café que demora, na lembrança que insiste, no “como vai?” que realmente quer saber. A Confraria é esse jeito de tornar o tempo amigo, seguimos, mais lentos nas pernas, mais vastos no afeto. E enquanto houver quem conte as mesmas histórias com a mesma alegria, ninguém se perde no caminho.

Frango Del Macumba, nosso Marco, fica aqui o brinde que não termina: à sua voz nos sambas, que só você sabia como cantar, na tua risada que cabe em todos nós, à tua lealdade que cabe na palavra amigo. Seguimos reunidos, porque é assim que a tua memória gosta de viver, na roda de um samba, no papo regado, na fraternidade com a família e na lealdade com os amigos. E quando, um a um, a vida nos chamar para a outra mesa, que seja para reencontrar-te no mesmo riso — como sempre foi, como sempre será.

A amizade, na Confraria, não conhece ponto final, só vírgulas — pausas para respirar e continuar. Que nossa história siga escrita com afeto e coragem, e que cada reencontro renove os laços que nos fazem eternamente amigos. Viva a Confraria da Correa Dutra e Amigos — hoje, amanhã e sempre. 





quinta-feira, 7 de maio de 2026

SE VOCÊ ... além de Véio...

 Vamos começar o especial mês de MAIO com os merecidos PARABÈNS:

    02 - CÁSSIO PINGA

                        02 - ULISSES PEIXE
                        02 - Gabriel (ZÉ FRANGUINHO)
                        03 - VERÔNICA  (ANTERO)
                        04 - XIQUINHO
                        04 - L Madruga (genro DELLA)
                        07 - Amanda (BYRA)
                        07 - Ana Fraga (ex PQD)
                        10 - GEORGETE VIDOR
                        11 - MARCOS BIBACA
                        11 - ANDRÉ FEIJÃO 🫛
                        11 - RODRIGO (filhote GODA)
                        

15 – DRINKS  (olha eu aí...)
                        18 - VIEIRA SVIEIROVSKY
                        20 - MARÍLIA
                        20 - SERGIO CASTOR
                        21 - LUIZ LOKA
                        21 - J SAIETA ( saudades)
                        21 - ZÉ PRETINHO
                        27 - ROBERTO AZULÃO

E para comemorar preparamos um texto pescado na Internet pelo nosso amigo Paulo Godá, que enumera diversas lembranças de uma época passada mas que continua presente em nossas vidas.

E para dar um toque caseiro, incluímos algumas lembranças específicas de nossa Confraria.

SE VOCÊ,

“Já foi um "pão" e conheceu um "broto". Teve um anel "brucutu". Foi a um baile de "garagem" com luz negra. Usou um "Vulcabrás" ou "Passo Doble". Teve uma "Sharp", "Telefunken", "Colorado RQ", ou "Philips". Teve um jogo de botão de galalite. Teve um toca-fitas Roadstar ou TKR cara preta.  Sabe quem foi Teixeirinha e Valdick Soriano. Cantava "Only Youuuu". Curtia "National Kid" e "Ultraman". Assistiu aos "Reis do IÉ, IÉ, IÉ". 

Teve uma blusa cacharrel de gola rolê.

Usou perfume "Lancaster", "Azzaro" e brilhantina Glostora. Dirigiu Fusca, Chevette, Brasília, TL Corcel, Opala, SP2, Karmanghia ou Maverick.

Sabe quem foi Denner,  Clodovil, Blota Jr. , J Silvestre, Chacrinha e Flavio Cavalcanti. Assistiu Wilson Simonal e Jair Rodrigues na TV. Assistia Ted Boy Marino no tele Catch.

Assistiu a seleção ao vivo na Copa de 70. Leu "Intervalo”, “Cruzeiro", "Manchete", "Realidade" e “Seleções”. Sabe o que é matiné. Assistiu filmes de Roy Rogers, Durango Kid, Flash Gordon e o seriado de Fumanchu no cinema.    Curtiu o seriado de "Zorro e Tonto", "Bat Masterson"  "Ivanhoe" e "Daniel Boone". Viu "Perdidos no Espaço", "Túnel do Tempo" e "Terra de Gigantes".

Adorava "Rin Tin Tin" e o "Lobo" do "Vigilante Rodoviário". Gostava de "Jonny Quest", "Speed Racer" e "Tin Tin". Assitia o programa do Chacrinha, viu tb o palhaço Carequinha, os filmes do Roberto Carlos e Elvis Presley e os The Beatles, The Monkeys.  Não perdia um capítulo de "O Bem Amado". Viu sua mãe usar "Rinso". Mascou chicletes "Adams" e "Ping Pong", comeu os biscoitos Globo.

Curtia as músicas de "Tom Jones". Viveu a febre dos jeans "Lee" e "Levi's". Torceu nos festivais de MPB da Record ou assistia à "Jovem Guarda". Ouviu os cantores Altemar Dutra e Nelson Gonçalves. Usou calça "boca de sino" e "paletó com ombreira". Usou calça santropê e blusa cachecol.

Viu, ao vivo, o homem pisar na lua e o término dos Beatles. Brincou descalço na rua, de "amarelinha", "esconde-esconde", "polícia e ladrão" e "queimada" e finca e brincou tambémde Sala de frutas e de Médico. Jogou com bola de meia e capotão e de bola de gude e pião. Desceu ladeira abaixo com carrinho de rolimã. Fez compras na Sears, Mesbla, Bemoreira e nas Lojas Ducal e Lojas Brasileiras. Andou de Jeep kandango, Rural Willys, Vemaguet ou Gordini. Andou de bonde. Usou Conga,  Bamba ou "Kichute". Trocou gibis na frente do cinema e bateu figurinha na saída da escola. Saboreou Drops Dulcora, Pirulito Zorro e Ki-Bamba, a combinação perfeita de chocolate e mashmelow.

Tomou Grapette, Crush e Miranda. Assistia o canal 100. Andou de Simca  Chambord, Aero Willys e Impala hidramático.

Conheceu o caminhão Fenemê e Studbaker.

Limpou terreno baldio para jogar uma "pelada". Destopou a unha do dedão jogando bola em terreno baldio. Tomou Biotonico Fontoura e Emulsão Scott.

Bebeu Cuba Libre. Comeu quebra queixo e cuscuz doce na praia feito pelas mãos dos ambulante e tomou mate gelado com limonada. Tomou sorvete daquelas máquinas com frascos de vidro. Tinha medo do homem do saco, brincou na chuva e nunca ficou resfriado. Tomou besentacil e não chorou, viu chegar Top Less, Brigitte Bardô, estudou em colégio publico como Pedro II e militar e colégios de freiras e foi normalista (meninas) e fez prova de Admissão. Viu a queda e morte de Getúlio Vargas.

Viu os soldados e cavalos na Praia do Flamengo, descansando para os desfiles da parada de Sete de Setembro.

Foi criado jogando bola na sede náutica do Flamengo, que ficou conhecida como Sede Velha. Foi treinado pelo Tião e viu Jarbas, antigo craque do time, comandar jovens como Fio Maravilha, Zequinha, Paulo Henrique, Luiz Carlos e outros que despontaram na equipe principal.

Viu e jogou bola nas areias do Brejo e nos campos do Aterro do Flamengo, ecompetiu por times como o Sede Velha, Ordem e Progresso, do saudoso Capitão, Capri, Canarinho, AVEC, Ferreira Viana, Bela Vista, Embalo e outros que faziam a alegria das arquibancadas.

E dessas arquibancadas você assistiu veteranos como Zagalo, Nilton Santos, Jair da Rosa Pinto, Barbosa, Ademir Menezes, Telê Santana, e futuras estrelas como Zico e seus irmãos, Zezinho, do Canarinho para o Fluminense, Paulo Sérgio, goleiro da seleção brasileiro, no campo e na areia, mas que nunca abriram mão de uma boa pelada.

Estudou em escolas como a Rodrigues Alves, na Silveira Martins, Amaro Cavalcanti e Rui Barbosa, no Largo do Machado, entre outras também conhecidas.

E conheceu artistas como Emilio Santiago, Osvaldo Nunes e Agnaldo Timóteo, que sempre passeavam pela Praia do Flamengo e Aterro na busca de novas aventuras.

Não se esquece de ilustres personagens atuantes nas mais diversas áreas, como o  Barão Felipe de Felipe, que comandava o Bicho e algumas meninas na Correa Dutra e vizinhança. O incrível Jhonny, e suas histórias mais incríveis ainda. O maluco do Gigi, que assim se identificava para ficar na sombra e cuidar do seu mato queimado. Paulinho Malandro, cuja malandragem foi insuficiente para evitar uma partida tão precoce. 

Sente um aperto no coração quando ouve nomes como Xaolim, Zé Augusto, Maurinho, Lumumba, Zé Roberto, Santalucia, Márcio Bruxa, China, Marcelinho, Luiz Paulo, Ronaldo, Walter Curi, Roberto Melo, e outros mais.

E também se recorda de vizinhos famosos, que até hoje deixam saudades no Brasil, como o maestro Ed Maciel, os cantores Anísio Silva e Sérgio Murilo, o ator Carlos Vereza, o pintor Gentil Correa, o bailarino Dennis Grey e o carnavalesco Geraldo Cavalcanti, entre outras figuras inesquecíveis dessa época.

Então VOCE, além de VÉIO, também faz parte da  CONFRARIA DA CORREA DUTRA & AMIGOS !”

Então, meu amigo(a)  com certeza você foi e é, muito feliz. (Paulo Godá)

(Inicialmente postado por uma amiga da época do ginásio ! - Paulo Godá)

terça-feira, 14 de abril de 2026

1° de abril... é mentira!

Hoje é 1°de abril!  É mentira, já passamos da primeira semana de abril, e como desde criança aprendemos que no primeiro dia de abril comemoramos o Dia da Mentira, vem logo uma pergunta inevitável:

- Por que comemorar o Dia da Mentira? Não é feio mentir?

Quando as crianças perguntam, os pais despistam, os avós dizem que esqueceram e os amigos não respondem porque podem ser chamados de mentirosos. E sem respostas, seguem nas brincadeiras.

O Dia da Mentira é um dia tão divulgado, que aqui no nosso Brasil, só falta ser marcado como Feriado Nacional.

E ainda temos a Internet e as Inteligências Artificiais que estão prontas para nos darem uma resposta sem mentiras. Ou não?

Mas antes de conhecermos a verdade sobre o Dia da Mentira, vamos dar os PARABÉNS para uma grande turma formada por arianos e taurinos nascidos no mês de abril.

            02 - ELOÁ LYRIO

06 - MARCOS LYRIO

09 - José ( neto GODÁ GODEI)

10 - MILTINHO

11 -TAMBA

11 - RÉGIS

14 - Dr. ARI

16 - FÁBIO (Correa de Baixo)

16 - Isabel-bel-bel ( GAGUINHO )

17 - FRANGO DEL

17 - Dª Eva ( mãe ARMANDINHO)

18 - BIEL   (neto DRINKS)

20 - SÉRGIO FALCÃO

22 - ZÉ FRANGUINHO

23 - ISMAEL ( in memorian )

25 - Paulinho  (neto DRINKS)

26 - NELSINHO

28 - MAURINHO ( in memorian )

28 - Paulinho ( neto DRINKS)

29 - Pedro (filho KIBE)

29 - ÇABECA DE CAROPI

29 - Patrícia  (filha FRANGO)

E como não podia faltar, os parabéns para o Betinho PQD, aquele amigo que afirma fazer aniversário todos os meses do ano. Será mentira?

O mais interessante é que após algumas pesquisas pela Internet sobre o Dia da Mentira, conseguimos entender que nenhuma delas é totalmente comprovada por evidências documentais conclusivas, ou seja, todas podem ser mentiras. E escolhemos seguir aquela que nos pareceu ser menos mentirosa.  

Diz a lenda, que a origem do Dia da Mentira é incerta e envolve várias teorias históricas, e que a data — 1º de abril — está associada a tradições de brincadeiras, enganos inocentes e trotes desde pelo menos o século XVII na Europa, especialmente na França e na Grã-Bretanha.

E na busca por uma resposta mais próxima da verdade, fomos filtrar informações com base nas origens dos calendários, e constatamos que até 1582, quando o Papa Gregório XIII implantou o seu calendário gregoriano, a maior parte da Europa utilizava o calendário juliano, cujo ano novo começava por volta de 25 de março (não era uma data fixa) com celebrações que se estendiam até 1º de abril.

Quando o novo calendário foi instalado, o início do ano foi oficialmente movido para 1º de janeiro, e alguns relatos afirmam que pessoas que continuaram celebrando o Ano Novo em abril eram ridicularizadas — chamadas de "pólos de abril" , poisson d’avril na França, e ainda hoje usado para designar as brincadeiras do dia — e alvo de trotes.

No entanto, estudos mais recentes (daqueles universitários desocupados), sugerem que essa ligação com a reforma do calendário não tem base documental sólida (seria mais uma mentira?) pois não há registros do século XVI mencionando trotes em 1º de abril nesse contexto. Em vez disso, o Dia da Mentira pode ter raízes em festivais pagãos de primavera (outono, aqui no Brasil), como o festival romano de Hilaria (nome bem apropriado) celebrado por volta do equinócio de março, marcado por disfarces, sátiras e inversão de papéis sociais — características compartilhadas com o 1º de abril que conhecemos.

Descobrimos também que o 1º de abril é celebrado de maneiras distintas ao redor do mundo — com variações culturais, nomes locais e práticas específicas que refletem tradições históricas, linguísticas e sociais. A seguir, uma rápida comparação entre Brasil, França, Reino Unido e Índia:

Brasil — Dia da Mentira

  • Nome: Conhecido como Dia da Mentira, embora Dia dos Tolos seja  também  usado.
  • Prática típica: Trotes entre familiares e amigos — ligar dizendo algo absurdo (“seu carro foi roubado”, “você ganhou na loteria”), enviar mensagens falsas ou criar situações cômicas.
  • Característica cultural: Pouco institucionalizado; não há tradição midiática forte de notícias falsas sérias (ao contrário da França ou UK). O foco está mais no âmbito pessoal e informal.
  • Atenção: No Brasil, há certo cuidado com limites éticos — trotes que causem pânico, danos emocionais ou jurídicos (ex.: falsa demissão, fake news sobre saúde) podem ter consequências legais (art. 140, CP — calúnia/injúria; ou art. 297 — falsidade ideológica, se envolver documentos).

França — Poisson d’Avril ("Peixe de Abril")

  • Nome: Poisson d’Avril — termo usado desde o século XVII.
  • Prática típica: Colar um peixe de papel nas costas de alguém sem que perceba; também há brincadeiras com notícias falsas, anúncios enganosos e canulars (trotes elaborados).
  • Origem simbólica: Uma das teorias (não comprovada, mas popular) liga o peixe ao fim da Quaresma: em abril, ainda era comum comer peixe (por restrições religiosas), e quem fosse enganado seria comparado a um “peixe fácil de fisgar”. Outra sugere ligação com o signo de Peixes, cujo período termina em 20 de março — o “peixe” estaria “fora de época”, como o enganado.
  • Mídia: Jornais e sites franceses tradicionalmente publicam notícias fictícias — ex.: Le Parisien já inventou "descoberta de um novo continente no Atlântico" ou "prefeitura de Paris proíbe o uso de calças jeans".

Reino Unido — April Fools’ Day

  • Nome: April Fools’ Day, com distinção clara entre "fool" antes do meio-dia e após o meio-dia, quando o trote não vale (“April Fool’s Day is over at noon”).
  • Prática típica: Trotes organizados por mídia e instituições — BBC já divulgou, em 1957, um documentário falso sobre “colheita de macarrão em árvores suíças”; em 1998, a rede britânica ITV anunciou que o Loch Ness havia sido drenado e o monstro encontrado… morto e embalsamado.
  • Cultura de humor: Valoriza o absurdo inteligente, o deadpan e a ironia sutil — o sucesso do trote depende de sua credibilidade inicial e do timing impecável.
  • Limite social: Assim como no Brasil, há expectativa de que o trote termine com risos — não com constrangimento duradouro.

Índia — Sem tradição nacional consolidada, mas influências regionais e modernas

  • Nome: Não há denominação tradicional indiana para 1º de abril. Em áreas urbanas ,onde a língua inglesa é difundida, usa-se April Fools’ Day. Em algumas regiões, associa-se ao festival hindu de Holi (março/abril), mas não há ligação direta: Holi celebra o triunfo do bem, cores e renovação — não enganos.
  • Prática típica:
    • Nas cidades e meios digitais, há adoção crescente de trotes online (memes, fake screenshots, vídeos engraçados).
    • Mídias indianas (ex.: The Times of India, NDTV) às vezes publicam light-hearted hoaxes, como “governo aprova folga nacional em abril”, sempre com aviso sutil ou revelação ao final.
  • Contexto cultural: A tradição de “mentir com propósito lúdico” não é aceito na ética indiana tradicional (satya, ou verdade, é um valor fundamental no hinduísmo, jainismo e budismo), o que pode explicar a ausência de uma celebração enraizada.

Na dúvida, é preferível não esticar muito o assunto, e apenas comemorar e brincar, caso contrário poderemos ser pegos contando uma mentira.



sexta-feira, 20 de março de 2026

Março de 2026 e dias tranquilos em DUBAI

O mês de março para muitos celebra o “início do ano no Brasil”, onde tudo começa “depois do Carnaval”, e isso não deixa de ser uma verdade histórica, pois Martius, como foi concebido na antiga Roma, em homenagem à Marte, deus da guerra, era o “primeiro mês no calendário romano”, e nós iniciamos com os PARABÉNS para os piscianos, nascidos entre 01/20 de março, e arianos, entre 21/31 de março.

Nossos amigos também poderiam  ser chamados pela forma genérica de “marcianos”, mas não é um termo muito comum em nosso cotidiano, mas como somos amigos, relacionamos  a seguir os “MARCIANOS da Correa Dutra & Amigos”:

02 - ANTERO

03 - Sandra Pedersoli (prima ROSE)

07 - KIBE

08 - SÉRGIO PQNO

08 - D. DILZAMAR (DELLA e irmãos)

08 - Davi  (neto n⁰5 - KIBE)

09 - CATARINA

10 - JORGE CACHÓRROS

10 - Delzinha (tia - Godá & família)

13 - MILORGE

13 - Márcio PEDERSOLI (irmão ROSE)

19 - BREKELÊ

19 - Ana Clara  (neta n⁰ 1 - GODÁ)

27 - LÚCIO CHEIO DE PULGA

27 - MÁRCIO MELO (do Zé da Quitanda)


E como estamos vivendo momentos tensos e com algumas guerras em ação, recebemos uma colaboração de nosso amigo Jorge Widmar, ou Jorge Puck, em que relata sua passagem por DUBAI, uma vila de pescadores que em poucas décadas, graças ao petróleo descoberto na década de 1960, se transformou numa grande metrópole, combinando a tradição árabe com o luxo moderno e a inovação tecnológica, ramo que nosso amigo domina.

Dubai é o emirado mais populoso dos Emirados Árabes Unidos e um dos maiores polos de turismo, comércio e inovação do mundo, e  tenta se manter como um centro neutro e seguro na batalha travada entre o Irã e os EUA e Israel, mas isso o deixa numa posição de risco e muito vulnerável aos efeitos da guerra.

Jorge Puck, devido ao seu trabalho, esteve em DUBAI no início do mês de março, em pleno período de uma guerra iniciada em fevereiro, mas que segundo ele, não poderia deixar de ir, e nos conta um pouco do que viu e sentiu nessa pequena aventura:

“Viajei para Dubai para prestar uma consultoria pela IBM para empresa Emirates Airlines. Cheguei no dia 21/02 e ficaria por duas semanas ate dia 07/03.

No dia 28/02 por volta das 14:00 (07:00 horarios Brazil), estava na piscina do hotel, curtindo meu sabado. Entao recebo uma mensagem de um amigo dizendo que os EUA tinham atacado o Iran durante a madrugada. Meu amigo me perguntava se estava tudo bem. Sim estava.

Procurei mais noticias e confirmei o ataque. E vi que o Iran estava retaliando, e atacando bases americanas em diversos paises da regiao, incluindo o UAE. Dai comecou a pipocar mensagens de amigos e parentes distintos, perguntando a mesma coisa. E a resposta, sempre a mesma : daqui (Dubai) nao percebo nada. Tudo tranquilo. Tudo na mesma.

Nesse mesmo dia, apos todas as repercossoes iniciais, peguei o metro e fui no shopping mais famoso de Dubai, do lado do predio mais alto, o Burj Khalifa. O metro estava lotado de locais e turistas. O shopping lotado de locais e turistas. A praca do lado do shopping, em frente ao predio, lotado de locais e turistas. Apesar do noticiario de dos alertas, a vida estava absolutamente normal.

Isso foi no sabado. No domingo, repeti minha ida ao shopping. Mais ou menos a mesma coisa, um pouco menos lotado.

No noticiario, duas casualidades. Um hotel famoso a beira mar, e o aeroporto de Dubai, Ambos foram atingidos por estilhacoes de misseis e drones do Iran, que foram intercpetados . Danos pequenos, vitmas zero. E isso se repetiu pelos dias seguintes. Acho que em 10 dias menos de 10 casos como esses. Novamente, danos pequenos, vitimas zero. A defesa de UAE eh quase que 100% eficiente interceptando quase 100% dos misseis e drones. O resultado, eh que na cidade, fora os noticiarios, ninguem sabe o q realmente estava acontecendo. Vida absolutamente normal.

Na segunda dia 02/03 foi feita a recomendacao de tods trabalharem de casa. Eu trabalhei do hotel. No dia seguinte, na terca, ja nao houve mais essa recomendacao.

No inicio fecharam o espaco aereo. Varios voos forma cancelados. Empresas aereas suspenderam seus voos para Dubai. Por precaucao. Gradativamente o espaco aereo fo liberadp, e os voos retormara. A Emirates foi uma das primeiras empresas a liberar seus voos. Outras. Continuam suspensas.

Turistas, com reacao natural, queriam confirmar seus voos de volta. Novos turista evitavam de ir para Dubai. Com isso gradativamente os numero de turistas em Dubai ia diminuindo. Isso dava para perceber no hotel. Mas na rua, no dia a dia, tudo continuava na mesma.

Com o cancelamento de voo, se formou um efeito cascata. Meu voo de volta no dia 07/03 foi cancelado apesar do processo de liberacao dos voos ja ter comecado. Mas rapidamente consegui remarcar minha volta para 3 dias depois. Curti um fim de semana extra e mais um dia de trabalho. Na terca, dia 10/03, voltei para o Brazil. No aeroporto de Dubai, muita gente como sempre. Servico rapido e eficiente. Fiz meu check in em minutos.

Estou no Brazil nesse momento. Apeasr da preocupacao, apesar das noticias, apesar de tudo, posso dizer sem hesitacao que tive dias bem tranquilos em Dubai.       

 Jorge Widmar, ALCS Technical Support, MBA, PMP”

 Obrigado, Jorge, e contamos com novas colaborações.


Antes de de encerrarmos esse papo tão legal, uma notícia triste para todos nós. Nesse mês das guerras, um grande amigo de nossa Confraria, Roberto Melo, perdeu sua batalha para o câncer, arma letal que já derrubou outros de nossa tropa, e que esperamos um dia poder superar esse inimigo.

Melo era um cara muito bacana, alegre, sempre presente em nossos Encontros. Nos cobrava sempre essa lembrança dos aniversariantes, pois fazia questão de cumprimentar a todos.

Com certeza fará muita falta, a nós e a seus familiares, mas temos a certeza que esse soldado cumpriu sua missão com muito amor e louvor.

Meu amigo, meu irmão, que siga na sua paz.








domingo, 15 de fevereiro de 2026

Fevereiro: o primeiro corte aprovado sem debate público

 Uma história sobre decisões urgentes, justificativas elevadas e consequências duradouras.

Fevereiro: o mês que nunca teve certeza de si mesmo

Fevereiro é o único mês que parece viver em dúvida.
Às vezes falta. Às vezes sobra.
Tem anos com 28 dias, outros com 29. E dessa instabilidade nasce uma pergunta clássica que atravessa gerações:

“Mãe, por que fevereiro muda?”

Antigamente, a mãe perguntava ao pai.
O pai mandava o filho brincar.
Hoje, mandamos procurar no Google.

Mas antes de mergulhar na história do mês mais instável do calendário, ficam os parabéns para os aniversariantes de fevereiro, um mês que continua mostrando que a turma cresce… não apenas em idade, mas em gerações:

02 – BETINHO CHAIHAHARA





03 – RITA MARIANO



06 – DELLANEY

08 – Lucca (neto do Byra)
08 – Gabriel (filho do Bibaca)
09 – Raphael (filho do Drinks)


09 – MONICA IMBROSI










09 – Bruna (filha do Manga)
10 – ESTELA (Cachórros)
17 – JULIO BOGORICIN











19 – Marina (neta do Drinks)
22 – Francisco (neto do Godá)
23 – MANGA
27 – Janaína (filha do Goda)

Aliás, chama atenção o número crescente de filhos e netos na lista.
Sinal claro de que estamos passando o bastão.
Mas ainda correndo.

Um mês que começou com a morte e terminou na vaidade

Fevereiro nasceu como Februarius, em homenagem a Fébruo, deus etrusco da morte e da purificação. Ou seja, começou com temas leves.
Desde cedo, o calendário foi uma tentativa humana de organizar o tempo com base em astros… e personalidades. Cada líder romano fazia seus ajustes conforme a Lua, o Sol, as colheitas, as estações ou simplesmente o próprio humor.
O primeiro calendário romano tinha apenas 10 meses e 304 dias. O inverno aparentemente ficava fora do sistema.
Até que Numa Pompílio resolveu reorganizar a bagunça. Mais tarde, Júlio César consolidou a reforma com o calendário juliano. O ano passou a ter 355 dias e fevereiro ganhou 29.
A cada quatro anos, um dia extra.
Nascia o ano bissexto.
O nome vem de bis sextus, porque o sexto dia antes de março era contado duas vezes. 
Uma solução elegante que sobrevive até hoje.

Quando o ego virou critério técnico

No ano 8 a.C., César Augusto percebeu que o calendário tinha falhas.
E percebeu também que Júlio César tinha um mês com seu nome. E ele não.
A reforma foi inevitável.
Fevereiro perdeu um dia e passou a ter 28 (29 nos anos bissextos). O mês Sextilis ganhou esse dia extra, passando a ter 31, e foi rebatizado como Augustus.
Assim nasceram julho e agosto, lado a lado, com a mesma duração… e a mesma importância simbólica.

A vez em que 10 dias desapareceram

Séculos depois, em 1582, o Papa Gregório XIII promoveu novo ajuste, criando o calendário gregoriano.
A correção incluiu uma medida ousada: eliminar dez dias do calendário.
Após quinta-feira, 4 de outubro de 1582, veio sexta-feira, 15.
Dez dias simplesmente deixaram de existir.
Hoje, isso provocaria caos absoluto.
Na época, funcionou.

O tempo é universal. O calendário, nem tanto.

Mesmo após seis séculos, nem todos começam o ano em 1º de janeiro:

• A Igreja Ortodoxa celebra o Natal em janeiro
• O calendário judaico segue outro ciclo (atualmente no ano 5786)
• O calendário persa inicia o ano em março
• O Ano Novo Chinês varia entre janeiro e fevereiro


Para registro.

Estamos em fevereiro de 2026.
Seguimos o calendário gregoriano, vigente desde 1582.
O ano tem 365 dias.
Há ano bissexto a cada quatro anos… com exceções nos séculos que não são múltiplos de 400.

Sim, tem gente neste momento verificando se 2026 é múltiplo de 400.
Mas isso pode ficar para o próximo fevereiro...
... ou para qualquer outro mês que resolva, de repente, mudar de tamanho.