Agosto ainda está presente, e por falar
em presente, vamos aos PARABÉNS deste mês que traz uma galera muito especial:
02 Ulisses Melo
05 Monica (Qualirinha)
06 Marianne (Moniquinha)
07 Polvinho
08 Marcio (Bruxa) (in memorian)
08 Erika
11 André ( BEL )
13 Cecília (Kibe)
13 Gabriel (Vieira)
20 Matheus (Antero)
22 Byra
22 Pintinho
23 Mario Neves, o Comendador
24 Claudia “Bill" Berenguer
(Vieira)
28 Jorge “Xinzinho”
Vale destacar que agosto foi um mês bem recheado, com várias
mensagens interessantes em nossas redes sociais, principalmente as que falam sobre
o prazer de viver, e no meio de tantas joias, um agradecimento pelos parabéns
recebidos, enviado por nosso amigo Mário Neves, o Comendador, que merece o destaque.
Mário, que ainda vive
o luto de seu irmão, nosso inesquecível Frango, em suas poucas palavras conseguiu
emocionar a todos nós
Frango
Saudade é um silêncio que fala dentro da gente, é a
ausência que insiste em permanecer presente. Saudade é o perfume de um tempo que passou, é o eco
de uma voz que o coração guardou.
Saudade é lembrar sem poder voltar, é querer abraçar o
que só existe nas lembranças.
Saudade é olhar o céu e pedir pra Deus, em segredo,
trazer de volta um pedaço do que foi felicidade.
E assim eu sigo... entre o que foi e o que ficou,
carregando a Saudade que o tempo não levou.
Nossas datas de aniversários, sempre foi especial para nós dos Neves, sempre comemorávamos juntos, hoje você
estará presente, como sempre
esteves e está, em nossos corações.
Jogo feito, banca forte.
E para fechar o mês, deixo aqui, também em poucas palavras, o
reflexo da emoção sentida nas palavras
de meu amigo Mario Neves, o Comendador.
Mês de julho está terminando e recebemos mais uma contribuição que soma em nosso blog. Dessa feita é mais do que uma simples crônica, é um desabafo, onde nosso amigo Robson "Pirata" Huebra se expressa em relação ao momento político que passamos.
Suas palavras não refletem apenas o seu pensamento, mas uma visão de grande parte dos brasileiros que lamentam as atitudes, ou melhor, a falta de atitudes de nossos governantes em relação à excessiva carga tributária que o Governo nos impõe sem a devida contrapartida. Vale a pena a leitura.
O texto:
Venho pensando que o ESTADO cada vez mais se torna o inimigo número 1 do cidadão. O Estado que existe para cuidar de todos nós vem ha muitos anos tentando engessar o indivíduo. Como assim?
Robson...agorinha mesmo vi uma matéria jornalistica em que a questão é taxar mais o contribuinte que aluga seus imóveis nas plataformas, tipo Airbnb, Booking...cria lá algumas regras e etc e tal. Contudo o norte é arrecadar mais.
O Brasil é um país de dimensões continentais, com uma terra requíssima, com uma gente pacifica que por sua vez não está muito afim de brigar. Temos impostos demais nesse país. Nossa carga tributária é uma das mais altas no mundo. Não há uma contrapartida nos serviços públicos...sempre deixando a desejar, tanto nas áreas da saúde, educação, segurança, transporte e etc.
Sofremos demais...com o tamanho dessa máquina chamada governo. Sustentamos essa máquina de forma injusta...sao muitas mordomias para a classe política.
Fizeram uma reforma previdenciária, trabalhista e agora tributária, que não atende a população de forma que melhorasse para a massa... a massa é sempre usada como manobra.
Esse ano teremos mais uma eleição e o povo pensa que tem poder...mas esse sistema ja nos tirou o poder ha muitos anos. Pensar que todo poder emana do povo é ilusório. Entra governo, sai governo e tudo continua barra pesada. PL, PT, PSDB, PODEMOS, PCC, CV, ADA, MP, STF, todos só querem saber de si...é a lei de Murici...lembro sempre do Rousseau...do Contrato Social...
Recebemos mais uma colaboração, bem
oportuna, de nosso amigo e confrade Betinho Chahaira. Uma bela poesia, selecionada
e publicada na antologia O Amor que Transcende a Vida, onde assina como pedagogo
por formação, bancário por profissão e escritor por paixão, mas que faltou incluir,
atleta por natureza e inspiração.
Antes da leitura de seu texto sobre o
luto, os PARABÉNS para os aniversariantes do mês de julho de 2026.
20 - Luiza (LÉO) 20 - ELIAS WALTER ALVES 20 - DIA DO AMIGO 23 - Mateus (neto BETO NARIBA) 24 - ARACELIE "CECÉ"
25 - TANIA "VOVÓ" (ROBSON) 29 - RAIMUNDO
QUEM?
Sim, luto. Quem nunca? Sobressaltos na minha, na sua, na nossa vida. Seria um bilhete, um livro, uma biblioteca inteira? Qual a dimensão desse sentimento indelével em nossa própria história? Cada qual com sua leitura, sua amargura, suas lembranças, suas nuances. Recordações abrangem alegrias, frustrações, saudades, estripulias. Tristeza? Não colocaria isso na minha mesa! Nem no meu coração. Mas isso a gente não escolhe. Uns colhem, outros simplesmente acolhem. Têm quem suporta. E quem se revolta. Quem nunca? Então lute a boa luta! Seu luto, suas regras! Não esqueça a ternura, já dizia um sábio. Ter saudades é a maneira de amar sem poder abraçar. Abrace forte suas lembranças! Beije bastante seus bons momentos! Aconchegue carinhosamente seu coração! Ok, tem certos dias que não são exatamente os melhores, muitas vezes não podemos desabafar com quem gostaríamos de estar e a gente sente que a dor nos corrói. Sabemos que dói. Mas uma hora aquele dia vai acabar e sempre podemos nos despir da melancolia e sonhar com um novo dia! Luto? Sim! E por que luto eu resisto, pois nossas armas podem fazer a diferença! Nos armar de esperança e de um arsenal de amor! Sim, luto. E quando nada mais me consolar, tenho o direito de chorar! Quem nunca?
Obrigado Betinho, realmente é um texto que merece ser lido e divulgado, parabéns e que continue escrevendo e participando de nosso blog.
Até o próximo, nosso amigo e irmão,
Betinho Chahahahahaira (não canso de chama-lo assim...).
Nosso querido
amigo Mário Neves, o Comendador, ainda atravessando o luto pela partida de seu
irmão, Frango Del, compartilhou conosco o texto Diário do Luto,
atribuído à psicóloga Taila Freitas. Pesquisadora dedicada ao tema, Taila nos
lembra que o luto não tem prazo definido — e como não concordar?
É um texto sensível, que nos mostra como o luto
retorna em diferentes momentos da vida: em uma música, em uma data especial, em
uma conquista que gostaríamos de dividir, em uma fotografia antiga encontrada
por acaso, em um cheiro, em um sabor, em uma lembrança inesperada — e até mesmo
em um encontro entre amigos.
Mas antes de seguirmos refletindo, vamos celebrar os
aniversariantes de junho, mês que inaugura o Equinócio do Inverno:
05 – Marquinho
Cabeça
06 – Beto Nariba
06 – Moss Martins
Moraes
06 – Matteo (neto
Puck)
13 – Milorginho
(Milorge)
14 – Armando
Quáquá (in memoriam)
14 – Nico (neto
Puck)
14 – Letícia
(Chahaiara)
16 – Celso Russo
Sorru
21 – Qualirinha
22 – Tchona
24 – Dudu Columa
26 – Eduardo Derzemar)
27 – Isa.. Bel
29 – Tereza
Frango Cristina
Taila nos recorda que, com o tempo, não aprendemos a
esquecer, mas a acolher essas visitas do luto com menos medo e mais
compreensão. O luto não é um problema a ser resolvido: é a expressão de um amor
que permanece, mesmo quando alguém já não está fisicamente entre nós.
Às vezes, quando acreditamos estar em paz, ele retorna
e bate à porta. Não é recaída, nem retrocesso. É um movimento natural. Cada
visita é uma oportunidade de olhar para a dor com novos recursos, mais cuidado
e maior compaixão por nós mesmos.
No olhar da psicóloga, se o luto nos visita hoje, isso
não significa que estamos piorando. Significa apenas que seguimos amando alguém
que continua sendo parte essencial da nossa história.
E é nesse espírito que levantamos um drink coletivo:
brindemos à vida, aos que estão presentes e aos que já partiram, porque o amor
é a chama que nunca se apaga. Que cada gole seja memória, cada sorriso seja
celebração, e cada abraço seja a certeza de que seguimos juntos — mesmo quando
o inverno chega, há sempre calor na amizade e luz na saudade.
Maio nos carrega
com o perfume das flores e o riso dos que completam mais um ano de caminhada. À
nossa Confraria da Correa Dutra e Amigos, que soma mais de cinquenta anos de
cumplicidade e chegará, neste ano, à sua 26ª Reunião ininterrupta, já brindamos
com carinho os aniversariantes deste mês, em que me incluo com muita alegria e
satisfação. Que a saúde nos alongue os passos, que a alegria nos aqueça as
manhãs e que cada abraço recebido hoje valha por muitos reencontros. Renovamos
os parabéns para todos nós, amigos de maio. Nós iluminamos a roda, alimentamos
a memória e lembramos que a vida é melhor quando celebrada em conjunto.
E não
podemos deixar passar uma singela homenagem — um tributo ao nosso amigo que
partiu, cuja presença permanecerá sempre acesa entre nós.
Frango
Del Macumba, presença que não termina
Há turmas
que atravessam décadas como rios de lembranças. A nossa Confraria é um desses
cursos que não secam. Somos mais de cinquenta anos de histórias, gargalhadas e
cuidados, e chegando em breve, à sua 26ª Reunião ininterrupta, com mais de
quarenta corações que se reconhecem pelo nome, pelo abraço e pelo silêncio
confortável de quem já disse tudo sem precisar falar. A idade nos encurta os
passos, mas alarga a alma. A maioria já beira os setenta, e sabemos — com
ternura e bravura — que a vida afunila. Nem todos conseguem chegar a cada
encontro, ainda assim, ninguém fica para trás.Com o passar
dos anos, aprendemos que a ausência é apenas uma outra forma de presença. Quem
não vem, vem mesmo assim, em fotografias, em histórias repetidas de propósito,
em apelidos que saltam do passado para puxar um sorriso de agora. Os que partem
ganham um assento reservado: não à mesa de madeira, mas na mesa maior das
lembranças. Ali, nunca falta lugar.
No dia 26 de maio silenciou-se uma das vozes que mais nos convocavam à alegria: Marco
Neves, o nosso Frango Del Macumba, pilar desta turma. Seu riso, e sua voz
marcante, destravavam portas antigas, sua chegada era delicadeza, sua
permanência, o cuidado. Partiu o amigo, fica a amizade — que não aceita
despedidas definitivas. Enquanto pronunciarmos seu apelido com carinho, ele sai
do retrato e vem se sentar entre nós.
Para dizer o
que o coração já sabe, amigo verdadeiro é quem está, mesmo quando não pode. Morar
longe, pode somar anos de silêncio, mas o reencontro devolve o tempo ao lugar
certo, e o coração acerta o caminho.
Amizade
sincera não se apaga: não há ex-amigo. Quem declara que deixou de ser talvez
nunca tenha sido. A verdadeira amizade é um fio que não arrebenta: estica,
canta, sustenta o peso dos anos e a leveza dos risos. Nisso, Frango Del é
exemplo inteiro — um modelo de lealdade para quase todos nós, a prova viva de
que estar junto é um verbo que não envelhece.
Há uma
música que só a Confraria ouve: mistura saudade e celebração. Choramos os que
se foram, mas dançamos por eles. Brindamos à memória como quem acende luz em
janela antiga. Os que partiram olham de volta, e o brilho se acomoda nos olhos
de quem fica. A próxima reunião — a vigésima sexta, a vigésima sétima, e quantas
vierem — renovamos o pacto: lembrá-los sem melancolia pesada, honrá-los com
alegria verdadeira.
No próximo encontro,
haverá cadeiras vazias que ninguém preencherá — lugares marcados pelos que
adiantaram a travessia. Sobre elas, poderá repousar o peso leve de um chapéu de
palha, de uma piada interna, de um apelido que só nós entendemos. Ali, Frango
Del, você permanece, não como ausência, mas como presença que mudou de lado.
Quando a gargalhada, ou seu canto, explodir do nada, saberemos de onde veio.
Se a
eternidade existe, mora no cotidiano, no café que demora, na lembrança que
insiste, no “como vai?” que realmente quer saber. A Confraria é esse jeito de
tornar o tempo amigo, seguimos, mais lentos nas pernas, mais vastos no afeto. E
enquanto houver quem conte as mesmas histórias com a mesma alegria, ninguém se
perde no caminho.
Frango Del
Macumba, nosso Marco, fica aqui o brinde que não termina: à sua voz nos sambas,
que só você sabia como cantar, na tua risada que cabe em todos nós, à tua
lealdade que cabe na palavra amigo. Seguimos reunidos, porque é assim que a tua
memória gosta de viver, na roda de um samba, no papo regado, na fraternidade
com a família e na lealdade com os amigos. E quando, um a um, a vida nos chamar
para a outra mesa, que seja para reencontrar-te no mesmo riso — como sempre
foi, como sempre será.
A amizade,
na Confraria, não conhece ponto final, só vírgulas — pausas para respirar e
continuar. Que nossa história siga escrita com afeto e coragem, e que cada
reencontro renove os laços que nos fazem eternamente amigos. Viva a Confraria
da Correa Dutra e Amigos — hoje, amanhã e sempre.