domingo, 15 de fevereiro de 2026

Fevereiro: o primeiro corte aprovado sem debate público

 Uma história sobre decisões urgentes, justificativas elevadas e consequências duradouras.

Fevereiro: o mês que nunca teve certeza de si mesmo

Fevereiro é o único mês que parece viver em dúvida.
Às vezes falta. Às vezes sobra.
Tem anos com 28 dias, outros com 29. E dessa instabilidade nasce uma pergunta clássica que atravessa gerações:

“Mãe, por que fevereiro muda?”

Antigamente, a mãe perguntava ao pai.
O pai mandava o filho brincar.
Hoje, mandamos procurar no Google.

Mas antes de mergulhar na história do mês mais instável do calendário, ficam os parabéns para os aniversariantes de fevereiro, um mês que continua mostrando que a turma cresce… não apenas em idade, mas em gerações:

02 – BETINHO CHAIHAHARA





03 – RITA MARIANO



06 – DELLANEY

08 – Lucca (neto do Byra)
08 – Gabriel (filho do Bibaca)
09 – Raphael (filho do Drinks)


09 – MONICA IMBROSI










09 – Bruna (filha do Manga)
10 – ESTELA (Cachórros)
17 – JULIO BOGORICIN











19 – Marina (neta do Drinks)
22 – Francisco (neto do Godá)
23 – MANGA
27 – Janaína (filha do Goda)

Aliás, chama atenção o número crescente de filhos e netos na lista.
Sinal claro de que estamos passando o bastão.
Mas ainda correndo.

Um mês que começou com a morte e terminou na vaidade

Fevereiro nasceu como Februarius, em homenagem a Fébruo, deus etrusco da morte e da purificação. Ou seja, começou com temas leves.
Desde cedo, o calendário foi uma tentativa humana de organizar o tempo com base em astros… e personalidades. Cada líder romano fazia seus ajustes conforme a Lua, o Sol, as colheitas, as estações ou simplesmente o próprio humor.
O primeiro calendário romano tinha apenas 10 meses e 304 dias. O inverno aparentemente ficava fora do sistema.
Até que Numa Pompílio resolveu reorganizar a bagunça. Mais tarde, Júlio César consolidou a reforma com o calendário juliano. O ano passou a ter 355 dias e fevereiro ganhou 29.
A cada quatro anos, um dia extra.
Nascia o ano bissexto.
O nome vem de bis sextus, porque o sexto dia antes de março era contado duas vezes. 
Uma solução elegante que sobrevive até hoje.

Quando o ego virou critério técnico

No ano 8 a.C., César Augusto percebeu que o calendário tinha falhas.
E percebeu também que Júlio César tinha um mês com seu nome. E ele não.
A reforma foi inevitável.
Fevereiro perdeu um dia e passou a ter 28 (29 nos anos bissextos). O mês Sextilis ganhou esse dia extra, passando a ter 31, e foi rebatizado como Augustus.
Assim nasceram julho e agosto, lado a lado, com a mesma duração… e a mesma importância simbólica.

A vez em que 10 dias desapareceram

Séculos depois, em 1582, o Papa Gregório XIII promoveu novo ajuste, criando o calendário gregoriano.
A correção incluiu uma medida ousada: eliminar dez dias do calendário.
Após quinta-feira, 4 de outubro de 1582, veio sexta-feira, 15.
Dez dias simplesmente deixaram de existir.
Hoje, isso provocaria caos absoluto.
Na época, funcionou.

O tempo é universal. O calendário, nem tanto.

Mesmo após seis séculos, nem todos começam o ano em 1º de janeiro:

• A Igreja Ortodoxa celebra o Natal em janeiro
• O calendário judaico segue outro ciclo (atualmente no ano 5786)
• O calendário persa inicia o ano em março
• O Ano Novo Chinês varia entre janeiro e fevereiro


Para registro.

Estamos em fevereiro de 2026.
Seguimos o calendário gregoriano, vigente desde 1582.
O ano tem 365 dias.
Há ano bissexto a cada quatro anos… com exceções nos séculos que não são múltiplos de 400.

Sim, tem gente neste momento verificando se 2026 é múltiplo de 400.
Mas isso pode ficar para o próximo fevereiro...
... ou para qualquer outro mês que resolva, de repente, mudar de tamanho.