
Segunda-feira, dia 10 de outubro, mais um dia especial. Cecília, a enteada, o leva na cadeira de rodas para passear pela calçada. Na padaria, um sorvete para matar a vontade e na pet, onde compra ração para seus animais, reencontro com amigos que o cumprimentaram com muita emoção. No retorno, a tentativa de ler no jornal as notícias daquele jogo (ugh!) de ontem. A vista ainda incomoda mas com uma lupa na mão consegue ajustar o foco. Ainda não é confortável para uma leitura mais sequencial. Entende que é necessário exercitar e tem confiança de que tudo é apenas questão de tempo. Almoçamos e foi possível ver a recuperação do apetite, bem diferente de quando rejeitava a "sopinha diária" daqueles dias internados. Para fechar o dia, sua teimosia quase o prejudica. Num ato típico de sua "cabeça dura", caminhou sozinho do quarto para o banheiro e por pouco não se acidenta. Foi só um susto, sem maiores consequencias, graças à rápida interferência de sua fiel escudeira, que tão logo percebeu aquela figura no banheiro correu para ajudá-lo e chegou no momento certo em que se desequilibrava. Passado o susto, recebeu dele a "promessa" de que teria calma e iria se comportar. É pagar para ver, claro.
A terça, 11 de outubro, véspera do Dia da padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição, e também do Dia das Crianças, um dia bem mais calmo. Café da manhã, almoço e até mesmo um bom comportamento. Brinca com os netos e recebe, no fim da tarde, a visita do Byrão, que passou o dia ansioso e emocionado, pois no dia anterior tinha recebido um telefonema direto do Byra. Ele mesmo ligou e conversou com o pai. A pressão alta não foi suficiente para conter a alegria e a conversa que terminou de uma forma justa e perfeita, como não poderia deixar de ser.
Um comentário:
Muito bom! Muito bom não, MARAVILHOSO.
Guilherme
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