
O Brasil, de pouco mais de 100 anos, mantinha homens e mulheres, de todas as idades, sob o chicote de seu "donos e capatazes", e o negro era o "objeto de consumo", uma mercadoria para uso doméstico ou nos campos, e o que não deveria existir de forma natural, foi preciso a assinatura de uma Princesa para corrigir essa anormalidade da sociedade.
As marcas não se apagaram de todo, ficaram cicatrizes que dificilmente sumirão por completo, e nosso amigo Mário fez questão de lembrar, de deixar sua voz escrita, como marca de uma abolição que ainda se constrói, pois para muitos, até os dias de hoje elas escondem uma realidade cruel, onde o preconceito ainda vive.
Obrigado Mário, que um dia suas palavras sejam apenas lembranças de um passado que nunca deveria ter existido.
Hoje, 13 de maio de 2020, celebra-se os 132 anos da assinatura da Lei áurea, que tornou ilegal a Escravidão no Brasil. E em tempo de pandemia colocaram uma máscara na estátua da Princesa Isabel, que empresta seu nome para a Avenida que liga o bairro de Botafogo ao Leme e Copacabana.

A máscara hoje ali colocada, além da pandemia, representa muito mais, é tentar calar a boca de uma raça!
Substimar, matar, aniquilar o direito de sonhar, selecionar, marcar (a ferro e fogo), são marcas que permanecem vivas. São marcas que a história ainda marca todos os dias.
Não é uma data para celebrar e sim para refletir o sofrimento de homens e mulheres que integram vários povos em todo o mundo.
té hoje rolam as lágrimas silenciosas por cima das Máscaras da Abolição.
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