Hoje é 1°de abril! É mentira, já passamos da primeira semana de abril, e como desde criança aprendemos que no primeiro dia de abril comemoramos o Dia da Mentira, vem logo uma pergunta inevitável:
- Por que
comemorar o Dia da Mentira? Não é feio mentir?
Quando as crianças perguntam, os pais despistam, os avós dizem que esqueceram e os amigos
não respondem porque podem ser chamados de mentirosos. E sem respostas, seguem
nas brincadeiras.
O Dia da
Mentira é um dia tão divulgado, que aqui
no nosso Brasil, só falta ser marcado como Feriado Nacional.
E ainda temos a
Internet e as Inteligências Artificiais que estão prontas para nos darem uma
resposta sem mentiras. Ou não?
Mas antes de
conhecermos a verdade sobre o Dia da Mentira, vamos dar os PARABÉNS para uma grande turma formada por arianos e taurinos nascidos no mês de abril.
06 - MARCOS LYRIO
09 - José ( neto GODÁ GODEI)
16 - FÁBIO (Correa de Baixo)
16 - Isabel-bel-bel ( GAGUINHO )
17 - Dª Eva ( mãe ARMANDINHO)
18 - BIEL (neto DRINKS)
20 - SÉRGIO FALCÃO
23 - ISMAEL ( in memorian )
25 - Paulinho (neto DRINKS)
26 - NELSINHO
28 - MAURINHO ( in memorian )
28 - Paulinho ( neto DRINKS)
29 - Pedro (filho KIBE)
29 - ÇABECA DE CAROPI
29 - Patrícia (filha FRANGO)
E como não podia
faltar, os parabéns para o Betinho PQD, aquele amigo que afirma fazer
aniversário todos os meses do ano. Será mentira?
O mais
interessante é que após algumas pesquisas pela Internet sobre o Dia da Mentira, conseguimos entender que nenhuma
delas é totalmente comprovada por evidências documentais conclusivas, ou seja, todas
podem ser mentiras. E escolhemos seguir aquela que nos pareceu ser menos mentirosa.
Diz a lenda, que
a origem do Dia da Mentira é incerta e envolve várias teorias históricas,
e que a data — 1º de abril — está associada a tradições de brincadeiras,
enganos inocentes e trotes desde pelo menos o século XVII na Europa,
especialmente na França e na Grã-Bretanha.
E na busca por uma resposta mais próxima da verdade, fomos filtrar informações com base nas origens dos calendários, e constatamos que até 1582, quando o Papa Gregório XIII implantou o seu calendário gregoriano, a maior parte da Europa utilizava o calendário juliano, cujo ano novo começava por volta de 25 de março (não era uma data fixa) com celebrações que se estendiam até 1º de abril.
Quando o novo
calendário foi instalado, o início do ano foi oficialmente movido para 1º
de janeiro, e alguns relatos afirmam que pessoas que continuaram celebrando o
Ano Novo em abril eram ridicularizadas — chamadas de "pólos de
abril" , poisson d’avril na França, e ainda hoje usado para
designar as brincadeiras do dia — e alvo de trotes.
No entanto, estudos mais recentes (daqueles universitários
desocupados), sugerem que essa ligação com a reforma do calendário não tem
base documental sólida (seria mais uma mentira?) pois não há registros do
século XVI mencionando trotes em 1º de abril nesse contexto. Em vez disso, o Dia
da Mentira pode ter raízes em festivais pagãos de primavera (outono, aqui no Brasil), como o
festival romano de Hilaria (nome bem apropriado) celebrado por
volta do equinócio de março, marcado por disfarces, sátiras e inversão de
papéis sociais — características compartilhadas com o 1º de abril que
conhecemos.
Descobrimos também que o 1º de abril é celebrado de maneiras distintas ao
redor do mundo — com variações culturais, nomes locais e práticas específicas
que refletem tradições históricas, linguísticas e sociais. A seguir, uma rápida
comparação entre Brasil, França, Reino Unido e Índia:
Brasil — Dia da Mentira
- Nome: Conhecido como Dia da Mentira, embora Dia dos Tolos seja
também usado.
- Prática
típica: Trotes entre familiares e amigos — ligar
dizendo algo absurdo (“seu carro foi roubado”, “você ganhou na loteria”),
enviar mensagens falsas ou criar situações cômicas.
- Característica
cultural: Pouco institucionalizado; não há tradição midiática forte
de notícias falsas sérias (ao contrário da França ou UK). O foco está mais
no âmbito pessoal e informal.
- Atenção:
No Brasil, há certo cuidado com limites éticos — trotes que causem pânico,
danos emocionais ou jurídicos (ex.: falsa demissão, fake news sobre saúde)
podem ter consequências legais (art. 140, CP — calúnia/injúria; ou art.
297 — falsidade ideológica, se envolver documentos).
França — Poisson d’Avril ("Peixe de
Abril")
- Nome:
Poisson d’Avril — termo usado desde o século XVII.
- Prática
típica: Colar um peixe de papel nas costas de alguém sem que
perceba; também há brincadeiras com notícias falsas, anúncios enganosos e canulars
(trotes elaborados).
- Origem
simbólica: Uma das teorias (não comprovada, mas popular) liga o peixe
ao fim da Quaresma: em abril, ainda era comum comer peixe (por restrições
religiosas), e quem fosse enganado seria comparado a um “peixe fácil de
fisgar”. Outra sugere ligação com o signo de Peixes, cujo período termina
em 20 de março — o “peixe” estaria “fora de época”, como o enganado.
- Mídia:
Jornais e sites franceses tradicionalmente publicam notícias fictícias —
ex.: Le Parisien já inventou "descoberta de um novo continente
no Atlântico" ou "prefeitura de Paris proíbe o uso de calças
jeans".
Reino Unido — April Fools’ Day
- Nome:
April Fools’ Day, com distinção clara entre "fool"
antes do meio-dia e após o meio-dia, quando o trote não vale (“April
Fool’s Day is over at noon”).
- Prática
típica: Trotes organizados por mídia e instituições — BBC já divulgou,
em 1957, um documentário falso sobre “colheita de macarrão em árvores
suíças”; em 1998, a rede britânica ITV anunciou que o Loch Ness
havia sido drenado e o monstro encontrado… morto e embalsamado.
- Cultura
de humor: Valoriza o absurdo inteligente, o deadpan e a
ironia sutil — o sucesso do trote depende de sua credibilidade inicial e
do timing impecável.
- Limite
social: Assim como no Brasil, há expectativa de que o trote termine
com risos — não com constrangimento duradouro.
Índia — Sem tradição nacional consolidada, mas
influências regionais e modernas
- Nome:
Não há denominação tradicional indiana para 1º de abril. Em áreas urbanas ,onde a língua inglesa é difundida, usa-se April Fools’ Day. Em algumas regiões,
associa-se ao festival hindu de Holi (março/abril), mas não há
ligação direta: Holi celebra o triunfo do bem, cores e renovação — não
enganos.
- Prática
típica:
- Nas
cidades e meios digitais, há adoção crescente de trotes online (memes,
fake screenshots, vídeos engraçados).
- Mídias
indianas (ex.: The Times of India, NDTV) às vezes publicam light-hearted
hoaxes, como “governo aprova folga nacional em abril”, sempre com
aviso sutil ou revelação ao final.
- Contexto
cultural: A tradição de “mentir com propósito lúdico” não é aceito na
ética indiana tradicional (satya, ou verdade, é um valor
fundamental no hinduísmo, jainismo e budismo), o que pode explicar a
ausência de uma celebração enraizada.
Na dúvida, é preferível não esticar muito o
assunto, e apenas comemorar e brincar, caso contrário poderemos ser pegos
contando uma mentira.






