domingo, 28 de junho de 2026

O Luto e o Drink Coletivo

 Nosso querido amigo Mário Neves, o Comendador, ainda atravessando o luto pela partida de seu irmão, Frango Del, compartilhou conosco o texto Diário do Luto, atribuído à psicóloga Taila Freitas. Pesquisadora dedicada ao tema, Taila nos lembra que o luto não tem prazo definido — e como não concordar?


É um texto sensível, que nos mostra como o luto retorna em diferentes momentos da vida: em uma música, em uma data especial, em uma conquista que gostaríamos de dividir, em uma fotografia antiga encontrada por acaso, em um cheiro, em um sabor, em uma lembrança inesperada — e até mesmo em um encontro entre amigos.

Mas antes de seguirmos refletindo, vamos celebrar os aniversariantes de junho, mês que inaugura o Equinócio do Inverno: 


  • 05 – Marquinho Cabeça
  • 06 – Beto Nariba
  • 06 – Moss Martins Moraes
  • 06 – Matteo (neto Puck)
  • 13 – Milorginho (Milorge)
  • 14 – Armando Quáquá (in memoriam)
  • 14 – Nico (neto Puck)
  • 14 – Letícia (Chahaiara)

  • 16 – Celso Russo Sorru
  • 21 – Qualirinha
  • 22 – Tchona
  • 24 – Dudu Columa
  • 26 – Eduardo Derzemar)

  • 27 – Isa.. Bel
  • 29 – Tereza Frango Cristina

Taila nos recorda que, com o tempo, não aprendemos a esquecer, mas a acolher essas visitas do luto com menos medo e mais compreensão. O luto não é um problema a ser resolvido: é a expressão de um amor que permanece, mesmo quando alguém já não está fisicamente entre nós.

Às vezes, quando acreditamos estar em paz, ele retorna e bate à porta. Não é recaída, nem retrocesso. É um movimento natural. Cada visita é uma oportunidade de olhar para a dor com novos recursos, mais cuidado e maior compaixão por nós mesmos.

No olhar da psicóloga, se o luto nos visita hoje, isso não significa que estamos piorando. Significa apenas que seguimos amando alguém que continua sendo
parte essencial da nossa história.

E é nesse espírito que levantamos um drink coletivo: brindemos à vida, aos que estão presentes e aos que já partiram, porque o amor é a chama que nunca se apaga. Que cada gole seja memória, cada sorriso seja celebração, e cada abraço seja a certeza de que seguimos juntos — mesmo quando o inverno chega, há sempre calor na amizade e luz na saudade.