Maio nos carrega com o perfume das flores e o riso dos que completam mais um ano de caminhada. À nossa Confraria da Correa Dutra e Amigos, que soma mais de cinquenta anos de cumplicidade e chegará, neste ano, à sua 26ª Reunião ininterrupta, já brindamos com carinho os aniversariantes deste mês, em que me incluo com muita alegria e satisfação. Que a saúde nos alongue os passos, que a alegria nos aqueça as manhãs e que cada abraço recebido hoje valha por muitos reencontros. Renovamos os parabéns para todos nós, amigos de maio. Nós iluminamos a roda, alimentamos a memória e lembramos que a vida é melhor quando celebrada em conjunto.
E não
podemos deixar passar uma singela homenagem — um tributo ao nosso amigo que
partiu, cuja presença permanecerá sempre acesa entre nós.
Frango
Del Macumba, presença que não termina
Há turmas que atravessam décadas como rios de lembranças. A nossa Confraria é um desses cursos que não secam. Somos mais de cinquenta anos de histórias, gargalhadas e cuidados, e chegando em breve, à sua 26ª Reunião ininterrupta, com mais de quarenta corações que se reconhecem pelo nome, pelo abraço e pelo silêncio confortável de quem já disse tudo sem precisar falar. A idade nos encurta os passos, mas alarga a alma. A maioria já beira os setenta, e sabemos — com ternura e bravura — que a vida afunila. Nem todos conseguem chegar a cada encontro, ainda assim, ninguém fica para trás.
No dia 26 de maio silenciou-se uma das vozes que mais nos convocavam à alegria: Marco Neves, o nosso Frango Del Macumba, pilar desta turma. Seu riso, e sua voz marcante, destravavam portas antigas, sua chegada era delicadeza, sua permanência, o cuidado. Partiu o amigo, fica a amizade — que não aceita despedidas definitivas. Enquanto pronunciarmos seu apelido com carinho, ele sai do retrato e vem se sentar entre nós.
Para dizer o
que o coração já sabe, amigo verdadeiro é quem está, mesmo quando não pode. Morar
longe, pode somar anos de silêncio, mas o reencontro devolve o tempo ao lugar
certo, e o coração acerta o caminho.
Há uma
música que só a Confraria ouve: mistura saudade e celebração. Choramos os que
se foram, mas dançamos por eles. Brindamos à memória como quem acende luz em
janela antiga. Os que partiram olham de volta, e o brilho se acomoda nos olhos
de quem fica. A próxima reunião — a vigésima sexta, a vigésima sétima, e quantas
vierem — renovamos o pacto: lembrá-los sem melancolia pesada, honrá-los com
alegria verdadeira.
No próximo encontro,
haverá cadeiras vazias que ninguém preencherá — lugares marcados pelos que
adiantaram a travessia. Sobre elas, poderá repousar o peso leve de um chapéu de
palha, de uma piada interna, de um apelido que só nós entendemos. Ali, Frango
Del, você permanece, não como ausência, mas como presença que mudou de lado.
Quando a gargalhada, ou seu canto, explodir do nada, saberemos de onde veio.
A amizade,
na Confraria, não conhece ponto final, só vírgulas — pausas para respirar e
continuar. Que nossa história siga escrita com afeto e coragem, e que cada
reencontro renove os laços que nos fazem eternamente amigos. Viva a Confraria
da Correa Dutra e Amigos — hoje, amanhã e sempre.









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