sábado, 16 de junho de 2018

Um amigo meu...

O ano era 1969, o local Santa Rita do Sapucaí - Sul de Minas. A situação: Uma fresca noite de sábado, eu com 15 anos conversando com um amigo, uns 30 anos mais velho que eu. Estávamos em frente a um galpão e de seu interior esparramava esta música pela porta afora. A turma toda lá dentro e eu conversando com este amigo, porque os papos com ele sempre foram sempre muito bons. Vieram me chamar e continuei o papo com ele. Uma vez falei que gostaria de fazer parte da família dele, pois tinha este amigo como um pai que não tive. Este comentário deve ter sido encarado equivocadamente por algumas pessoas. Nunca mais esqueci este momento com este velho amigo. Que Deus o tenha, amigo José Nogueira Dias. Gostaria que meus amigos desta família soubessem disso Gustavo Dias, Beto Dias e Tito De Oliveira Dias. Numa 6a. feira, há anos, peguei meu carro, Isabel Cristina Rocha Santos, mãe de minhas 4 filhas e fui a Santa Rita só para ver meu amigo. Fui perguntando pela cidade por ele, o encontrei e passei um fim de semana com ele e a Cris. Tive a sorte de desfrutar momentos memoráveis nesta vida e este foi um deles. Beijo em meu amigo, onde ele estiver.

PQDFDP

domingo, 27 de maio de 2018

Minha decisão...


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omingo, uma tarde gostosa, sozinho, tranquilo, assistindo um futebol, depois de uns drinks com amigos, me vem um momento de reflexão. Sinto aquele incomodo já conhecido de meu joelho, que nos dois últimos dias me deixou quase sem andar.  Para ler e escrever, os óculos são imprescindíveis, e na prateleira umas caixinhas de remédios, que minha médica diz que não é nada demais, mas cacete, se é assim por que ela não os toma em meu lugar?

Aí começamos a navegar em pensamentos sem limites. E uma questão veio à minha mente. Se o tempo fosse “mexível”, e se tivesse uma opção de escolha, será que valeria a pena trocar os amigos, a família, com os altos e baixos, por uma nova vida, com bem menos cabelos brancos, joelhos bons, e um corpo novo e saudável?  Confesso que ao me fazer esta pergunta, numa análise bem fria, me engasguei na resposta. O tempo, que já foi motivo de muitos drinks em nossas conversas, é naturalmente implacável, não para. A consequência, para todos nós, é um envelhecimento inevitável, que uns curtem mais do que outros, se tornam mais amáveis, outros mais ranzinzas, menos otimistas, e eu me coloco no time dos mais tranquilos, acho até que gosto mais de mim como sou, mais tolerante, mais livre para errar, e de me comportar do jeito que eu gosto, sem muita censura, seja de quem for.

Mas se tivéssemos a obrigação dessa escolha maluca? Se você, num determinado momento, se alcançasse determinada idade, por exemplo, nossos 60 anos, tivesse que escolher entre manter a sua vida tal como ela é, dando continuidade ao seu envelhecimento natural, ou um rejuvenescimento em outra vida, sem a família de hoje, sem os amigos, e sem os remédios que a cada ano aumentam em nossas prateleiras?  Para muitos uma decisão muito difícil, talvez até mesmo impossível, mas seria capaz de apostar que teríamos muitos “renovados” andando entre nós.

Com nossos sessenta e poucos anos, já passamos por várias turmas, mas é claro que é comum mantermos, além da família, algumas células básicas de amizades, que hoje, com o apoio das redes sociais, são fortalecidas e até mesmo renovadas. Infelizmente muitos de nossos parentes e amigos já nos deixaram, alguns até cedo demais, sem o tempo de alcançarem os benefícios (?) e a liberdade (?) desse nosso tempo de vida.

Em linhas gerais, não deveria haver censura para os idosos que ainda se encontram ativos, e menos ainda, para aqueles que simplesmente preferem o merecido ócio, sem tempo para dormir ou acordar, mas nesse momento de decisão, é certo que viria em nossas mentes não apenas esses momentos atuais mas também, e com muita força para alguns, aqueles que formaram o nosso passado, a nossa vida passageira, com os amores perdidos, os que ficaram, os que deveriam ter ficado, os locais que conhecemos, as pessoas e, em especial, a família e os amigos.

E ainda pensando nessa loucura, imaginamos como poderia ser este momento. Talvez, numa sala especial onde se encontraria um grupo de pessoas, todos na mesma idade, e aguardando a hora de decidir o seu caminho. Ao seu redor, pessoas desconhecidas, familiares, e amigos de vários grupos. Alguns já decididos, prontos para serem renovados para uma nova vida, novas aventuras, quem sabe uma nova família e novos amigos.  Outros prontos para voltarem para suas casas e darem continuidade ao seu envelhecimento, ao lado de seus familiares, amigos e suas lembranças.  E num canto, mais nervosos, agitados, um grupo de pessoas ainda nitidamente indecisos. Cada um com sua razão. Uns com leves sorrisos, que pareciam não entender o que estariam fazendo ali, as fichas ainda não tinham caídas.  Outros, em prantos, pareciam ter medo das mudanças que viriam. Teriam que arriscar uma situação melhor, ou mesmo de conseguirem melhorar a situação que tinham na vida atual.

Eu me vejo num canto, pronto para decidir. Olho para essa turma toda e faço uma reflexão de como foi meu tempo, do que fiz e deixei de fazer, e também do que poderia fazer. Penso que não aceitando, meus cabelos ficariam mais brancos, ou mesmo sumiriam, minha memória poderia começar a falhar e os remédios não parariam de ser receitados. Na minha família e nos amigos, os que iriam na frente e os que viriam a minha partida, e mesmo se teria mais oou menos tempo de vida pela frente. Por outro lado, se desejasse a renovação, ganharia uma nova chance de vida, que poderia ser melhor ou pior da vida que levei e que levo até hoje, e quem sabe poderia até não chegar novamente aos sessenta.

No entanto estaria ali para responder uma pergunta, para tomar uma decisão, uma situação que muitos já teriam passado e outros estariam na porta para também decidirem. O que fazer? O que responder? Muito simples, minha decisão seria...

domingo, 1 de abril de 2018

Dai-me a força de 10 leões

Em nossos encontros, tem sempre alguém  para lembrar de nossas histórias, de acrescentar detalhes, e nos fazer  reviver aqueles momentos, alguns dificeis, outros alegres, confusos, mas todos inesqueciveis e que nos mantem ativos e unidos nestas lembranças.
Dentre as varias passagens, tem algumas que nunca serão esquecidas.
"Quem lembra da porrada na década de 70, no Mourisco, quando Godá só deu uma porrada no Maciste? E da  briga entre o pessoal do Catete, contra a turma do Rajá e da Álvaro Ramos?"

E ninguém melhor do que o próprio Godá para nos ajudar nas lembranças.

- Olá gente...
 ... eu estava seco nesse cara ... pois ele roubou o boné do meu avô... isso foi em 1972 carnaval ... dia 2 ou 3, pois lembro que estava em Teresina e voltei pro aniversário do Dr Antero que era dia 2. Ele me parou no meio do salão, mas eu já o tinha visto e falei pros segurança que precisava pegar ele, e os seguranças tb estavam dando cobertura. Eu passei de propósito perto dele, eu estava com a Isa (minha namorada), ele me parou colocando a mão no meu ombro e eu só estava de tênis e com a calça de pijama (fantasia), daí me virei e nem pensei no resto, dei-lhe um soco e daí só vi a galera da rua e do pólo entrarem... e os seguranças pegando o Vieira na arquibancada, e a merda estava feita.... acabamos com o baile naquele dia.
Com o pessoal da Álvaro foi que um dos babacas de lá não gostava muito de mim pq eu namorava a Isa, que morava no morro ... e tentou tirar satisfação. Daí falei pra ir lá fora, quando chegamos tinha gente pacas ... o Mamute me reconheceu e perguntou o que era aquilo,  então contei e ele me disse: estou do teu lado ... dai ficamos de costas pro muro e falei com o irmão da Isa pra não virem pra cima, e um deles não aceitou o recado e partir, daí levou um soco do Antero e a merda ficou feia,  era um passo deles e um caindo ... parecia filme. Isso foi num dia de boate lá em General Severino num domingo. Putis ... que merda ...

Bom, só faltou o Godá comentar sobre as palavras do Magistrado pouco antes de levar o primeiro soco. O cara era metido a forte, andava sem camisas e gostava de aparecer, qdo ficou frente a frente com nosso querido Godá, abriu seus braços e os punhos cerrados gritando para todos ouvirem:
- Deus, dai-me a forca de 10 leões...
E quem lhe deu uma porrada, foi Paulinho Godá, com a sua força de uns 10 ou mais leoes.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O VALOR DE UM GRUPO

Um homem, comparecia
assiduamente às reuniões de um grupo de Amigos, e sem comunicar à ninguém, deixou de participar de suas atividades.

Depois de algumas semanas, um Amigo, integrante desse grupo, decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria!

O Amigo o encontrou na sua casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde o fogo estava brilhante e acolhedor.

Adivinhando o motivo da visita do seu Amigo lhe deu as boas vindas, e aproximando-se da lareira lhe ofereceu uma cadeira grande em frente à chaminé e ficou quieto, esperando.

Nos minutos seguintes, houve um grande silêncio, pois os dois homens somente admiravam a dança das chamas em volta dos troncos de lenha que queimavam.

Depois de alguns minutos, o Amigo examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para fora do fogo.

Sentando-se novamente, permaneceu silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e também quieto.

Dentro de pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que após um brilho discreto e momentâneo, seu fogo se apagou em um instante mínimo.

Dentro de pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio, morto e preto pedaço de carvão, recoberto de uma camada de cinza espessa.

Nenhuma palavra tinha sido pronunciada desde a protocolar saudação inicial entre os dois amigos!

Antes de preparar-se para ir embora, o amigo, movimentou novamente o pedaço de carvão já apagado, frio e inútil, colocando-o novamente no meio do fogo.

Quase que imediatamente voltou a desprender-se uma nova chama, alimentado pela luz e o calor das labaredas dos outros carvões em brasa e ao redor dele.

Quando o Amigo se aproximou da porta para ir-se embora, seu anfitrião lhe disse:

OBRIGADO PELA SUA VISITA E PELO BELÍSSIMO SERMÃO......

Retornarei ao grupo de AMIGOS que muito bem sempre me faz ...

Para Reflexão!!!

Aos "Amigos" membros de um grupo, sempre vale a pena lembrar, que eles fazem parte da "CHAMA" do grupo e que separado do mesmo perdem todo seu brilho.

Aos Amigos de um grupo, vale a pena sempre lembrar-lhes que também são responsáveis de manter acesas as chama do "ENCONTRO" entre cada um dos seus membros e de promover a união entre todos eles, para que o fogo seja sempre realmente forte e duradouro.

Uma família se mantém com a chama acesa quando os membros não esquecem que todos são importantes no barco da vida.

Cada madeira que constitui o feixe não é igual e nem queima da mesma forma, porém o conjunto emite luz intensa e aquece muito mais a todos e o ambiente que vivem.

Amigos - Nenhum de nós é melhor que todos nós juntos!!!

(da Internet)

domingo, 31 de dezembro de 2017

Final de Ano



Final de ano. 
Tempo de festas, de drinks, muito papo e reflexão.
Para trás, um ano que se acaba,
Que nos deixa muito de bom,
mas também seu lado ruim,
escondido, sumido num canto,
perdido no chão.
Com lágrimas, sorrisos e erros, seguimos,
superamos com a força de um passado,
vivido, amado e sofrido.
Para o ano que chega,
queremos a paz,
esperança,
e dias melhores.
Sonhos de recomeço,
para lutar  e renovar.
Nossos votos são simples,
para que tudo se realize,
no ano que vai entrar.