domingo, 1 de abril de 2018

Dai-me a força de 10 leões

Em nossos encontros, tem sempre alguém  para lembrar de nossas histórias, de acrescentar detalhes, e nos fazer  reviver aqueles momentos, alguns dificeis, outros alegres, confusos, mas todos inesqueciveis e que nos mantem ativos e unidos nestas lembranças.
Dentre as varias passagens, tem algumas que nunca serão esquecidas.
"Quem lembra da porrada na década de 70, no Mourisco, quando Godá só deu uma porrada no Maciste? E da  briga entre o pessoal do Catete, contra a turma do Rajá e da Álvaro Ramos?"

E ninguém melhor do que o próprio Godá para nos ajudar nas lembranças.

- Olá gente...
 ... eu estava seco nesse cara ... pois ele roubou o boné do meu avô... isso foi em 1972 carnaval ... dia 2 ou 3, pois lembro que estava em Teresina e voltei pro aniversário do Dr Antero que era dia 2. Ele me parou no meio do salão, mas eu já o tinha visto e falei pros segurança que precisava pegar ele, e os seguranças tb estavam dando cobertura. Eu passei de propósito perto dele, eu estava com a Isa (minha namorada), ele me parou colocando a mão no meu ombro e eu só estava de tênis e com a calça de pijama (fantasia), daí me virei e nem pensei no resto, dei-lhe um soco e daí só vi a galera da rua e do pólo entrarem... e os seguranças pegando o Vieira na arquibancada, e a merda estava feita.... acabamos com o baile naquele dia.
Com o pessoal da Álvaro foi que um dos babacas de lá não gostava muito de mim pq eu namorava a Isa, que morava no morro ... e tentou tirar satisfação. Daí falei pra ir lá fora, quando chegamos tinha gente pacas ... o Mamute me reconheceu e perguntou o que era aquilo,  então contei e ele me disse: estou do teu lado ... dai ficamos de costas pro muro e falei com o irmão da Isa pra não virem pra cima, e um deles não aceitou o recado e partir, daí levou um soco do Antero e a merda ficou feia,  era um passo deles e um caindo ... parecia filme. Isso foi num dia de boate lá em General Severino num domingo. Putis ... que merda ...

Bom, só faltou o Godá comentar sobre as palavras do Magistrado pouco antes de levar o primeiro soco. O cara era metido a forte, andava sem camisas e gostava de aparecer, qdo ficou frente a frente com nosso querido Godá, abriu seus braços e os punhos cerrados gritando para todos ouvirem:
- Deus, dai-me a forca de 10 leões...
E quem lhe deu uma porrada, foi Paulinho Godá, com a sua força de uns 10 ou mais leoes.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O VALOR DE UM GRUPO

Um homem, comparecia
assiduamente às reuniões de um grupo de Amigos, e sem comunicar à ninguém, deixou de participar de suas atividades.

Depois de algumas semanas, um Amigo, integrante desse grupo, decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria!

O Amigo o encontrou na sua casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde o fogo estava brilhante e acolhedor.

Adivinhando o motivo da visita do seu Amigo lhe deu as boas vindas, e aproximando-se da lareira lhe ofereceu uma cadeira grande em frente à chaminé e ficou quieto, esperando.

Nos minutos seguintes, houve um grande silêncio, pois os dois homens somente admiravam a dança das chamas em volta dos troncos de lenha que queimavam.

Depois de alguns minutos, o Amigo examinou as brasas que se formaram e cuidadosamente escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para fora do fogo.

Sentando-se novamente, permaneceu silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e também quieto.

Dentro de pouco tempo, a chama da brasa solitária diminuiu, até que após um brilho discreto e momentâneo, seu fogo se apagou em um instante mínimo.

Dentro de pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio, morto e preto pedaço de carvão, recoberto de uma camada de cinza espessa.

Nenhuma palavra tinha sido pronunciada desde a protocolar saudação inicial entre os dois amigos!

Antes de preparar-se para ir embora, o amigo, movimentou novamente o pedaço de carvão já apagado, frio e inútil, colocando-o novamente no meio do fogo.

Quase que imediatamente voltou a desprender-se uma nova chama, alimentado pela luz e o calor das labaredas dos outros carvões em brasa e ao redor dele.

Quando o Amigo se aproximou da porta para ir-se embora, seu anfitrião lhe disse:

OBRIGADO PELA SUA VISITA E PELO BELÍSSIMO SERMÃO......

Retornarei ao grupo de AMIGOS que muito bem sempre me faz ...

Para Reflexão!!!

Aos "Amigos" membros de um grupo, sempre vale a pena lembrar, que eles fazem parte da "CHAMA" do grupo e que separado do mesmo perdem todo seu brilho.

Aos Amigos de um grupo, vale a pena sempre lembrar-lhes que também são responsáveis de manter acesas as chama do "ENCONTRO" entre cada um dos seus membros e de promover a união entre todos eles, para que o fogo seja sempre realmente forte e duradouro.

Uma família se mantém com a chama acesa quando os membros não esquecem que todos são importantes no barco da vida.

Cada madeira que constitui o feixe não é igual e nem queima da mesma forma, porém o conjunto emite luz intensa e aquece muito mais a todos e o ambiente que vivem.

Amigos - Nenhum de nós é melhor que todos nós juntos!!!

(da Internet)

domingo, 31 de dezembro de 2017

Final de Ano



Final de ano. 
Tempo de festas, de drinks, muito papo e reflexão.
Para trás, um ano que se acaba,
Que nos deixa muito de bom,
mas também seu lado ruim,
escondido, sumido num canto,
perdido no chão.
Com lágrimas, sorrisos e erros, seguimos,
superamos com a força de um passado,
vivido, amado e sofrido.
Para o ano que chega,
queremos a paz,
esperança,
e dias melhores.
Sonhos de recomeço,
para lutar  e renovar.
Nossos votos são simples,
para que tudo se realize,
no ano que vai entrar.

domingo, 19 de novembro de 2017

Vento que passa

Vento que passa,
que voa,
cheio de pressa,
me leva pra longe
e nem sei aonde.
E quando chegar,
se um dia chegar,
de pé vou estar,
sem vento na cara,
sem um lenço na mão,
sem qualquer direção,
a espera de um vento,
de um trem,
cheio de pressa,
que me leva pra longe,
não sei nem aonde,
e nem se vou chegar.

domingo, 22 de outubro de 2017

Uma grande emoção



E
moção, talvez seja a melhor palavra para descrever um encontro inesperado que valorizou em muito essa nossa viagem.
Como tem sido nos últimos anos, eu e Raphael, meu filho, viajamos em suas férias para assistir um jogo do Fluminense e conhecer um pouco da cidade onde ocorre a partida. Desta vez a partida escolhida foi contra a Chapecoense, na Arena Condá, na cidade de Chapecó, no oeste de Santa Catarina.
Chapecó é uma cidade moderna, planejada, e considerada a capital brasileira da agroindústria. Segundo informações em seus folhetos turísticos, possui cerca de 185 mil habitantes, e é a sexta cidade mais populosa de Santa Catarina. No Brasil encontra-se entre as 20 cidades de melhores condições de vida para se morar, o que é fácil constatar ao andar em suas ruas. Um povo educado, alegre, e pelo que vimos, a cidade inteira parece torcer pela Chape.
As ruas são largas, limpas, bem sinalizadas, com diversas rotatórias e poucos sinais, porém o pedestre é sempre respeitado e com preferência nas travessias.
Depois de uma viagem um tanto cansativa, com escala em Floripa, chegamos na sexta-feira, na parte da tarde e aproveitamos o dia chuvoso para descansar.  
No dia seguinte, sábado, mais chuva, e a melhor opção foi dar um passeio no shopping, onde dei uma volta num simulador de corridas que não conhecia e foi uma sensação incrível. Se não fosse uma “pequena derrapagem” na primeira volta, teria chance de pódio, segundo o narrador da corrida, Muito maneiro.
Em seguida almoçamos e fomos dar mais um reconhecimento pelo local antes de voltarmos. No meio do caminho um pequeno aglomerado em frente à Livraria. Era o lançamento do livro de Neto, zagueiro da Chape, sobrevivente ao desastre do ano passado. Não podíamos deixar de dar uma passadinha no local.
Uma fila razoável, todos com o livro na mão, e Neto, sentado numa banca, era só sorriso e simpatia. E uma forte dose de emoção nos contagiou. Eu, não sei se por acaso, vestia a camiseta da Chape com a inscrição da Corrêa Dutra, que fizemos em respeito e homenagem à própria Chape, em nosso 18º Encontro, no dia 2 de dezembro, poucos dias depois do trágico acidente.
Foi realmente uma situação irresistível. Nós tínhamos que estar com ele. Mostrar para ele nossa singela homenagem mas que representava todos os corações unidos de nossa turma que uníamos em nossa fé pela melhora dos heróis sobreviventes, entre eles, Neto, que estava agora junto a nós.
Fomos para a fila. Comprei o livro e esperamos nossa vez. Invariavelmente todos comentavam o acontecimento, e mais ainda a condição daquele cara cordial, pronto para autógrafos e fotografias, que nada parecia com um sobrevivente de um grande desastre aéreo, quase um super-homem para nós.
Não demorou muito e chegou a nossa vez. Como não poderia deixar de ser, Raphael, que vestia um casaco do Fluminense, foi logo notado por Neto, que o cumprimentou e de imediato avisou que a Chape não podia perder o jogo. Virou-se para mim e mais uma vez a emoção bateu forte. Mostrei a ele a camiseta com a  data e a inscrição da Corrêa Dutra e expliquei para ele quem somos. Ele ficou impressionado quando comentei sobre nossos Encontros e nossa amizade por mais de cinquenta anos. Contei com mais detalhes sobre a homenagem nas camisetas e nossa fé pela recuperação dos sobreviventes, onde ele estava certamente incluído.  Foi a vez de Neto deixar claro a sua emoção. Se disse impressionado, e nos deixou como lembrança e reconhecimento, não somente seu autógrafo no livro, mas também em nossa camiseta, que não é só minha mas de todos nós da Confraria da Corrêa Dutra.
 
Valeu a pena. Como disse no início, não sei se foi por acaso, mas o fato de estar naquele local, com uma camiseta feita não somente para homenagear, mas acima de tudo para unir nossas mentes e corações na fé pela recuperação dos sobreviventes, foi uma das grandes emoções que eu e meu filho, passamos em nossas vidas.

Resultado do jogo? Não sei, o jogo ainda não começou...