quarta-feira, 12 de outubro de 2011

60/61/62 DIAS - conversa justa e perfeita


60/61/62 dias - domingo de sol, de Fla-Flu e o primeiro depois de 60 dias de batalhas e conquistas. O Byra dorme muito melhor e amanhece com outra cara. Até a dor no ombro parece diminuir. O retorno ao lar é realmente uma "maravilha", como dito por ele no dia anterior. O apetite é outro e tudo indica que em muito breve estará em condições de fazer as cirurgias ainda necessárias. Na parte da tarde a visita de Fábio, amigo de infância, e a conversa gira em torno de um FlaxFlu cujo resultado parece ter sido em sua homenagem. Claro que não deixou de me sacanear. Não perdeu tempo em ligar e perguntar "se tinha gostado do Mengão", fato que prefiro não comentar.
Segunda-feira, dia 10 de outubro, mais um dia especial. Cecília, a enteada, o leva na cadeira de rodas para passear pela calçada. Na padaria, um sorvete para matar a vontade e na pet, onde compra ração para seus animais, reencontro com amigos que o cumprimentaram com muita emoção. No retorno, a tentativa de ler no jornal as notícias daquele jogo (ugh!) de ontem. A vista ainda incomoda mas com uma lupa na mão consegue ajustar o foco. Ainda não é confortável para uma leitura mais sequencial. Entende que é necessário exercitar e tem confiança de que tudo é apenas questão de tempo. Almoçamos e foi possível ver a recuperação do apetite, bem diferente de quando rejeitava a "sopinha diária" daqueles dias internados. Para fechar o dia, sua teimosia quase o prejudica. Num ato típico de sua "cabeça dura", caminhou sozinho do quarto para o banheiro e por pouco não se acidenta.  Foi só um susto, sem maiores consequencias, graças à rápida interferência de sua fiel escudeira, que tão logo percebeu aquela figura no banheiro correu para ajudá-lo e chegou no momento certo em que se desequilibrava. Passado o susto, recebeu dele a "promessa" de que teria calma e iria se comportar.  É pagar para ver, claro.
A terça foi o dia mais calmo. Café da manhã, almoço e até mesmo um bom comportamento. Brinca com os netos e recebe, no fim da tarde, a visita do Byrão, que passou o dia ansioso e emocionado, pois no dia anterior tinha recebido um telefonema direto do Byra. Ele mesmo ligou e conversou com o pai. A pressão alta não foi suficiente para conter a alegria e a conversa que  terminou de uma forma justa e perfeita, como não poderia deixar de ser.
    

Um comentário:

Guilherme.´. disse...

Muito bom! Muito bom não, MARAVILHOSO.

Guilherme