terça-feira, 27 de setembro de 2011

44/45/46/47 DIAS - a reviravolta


44/45/46/47 DIAS - noite inquieta e mal dormida. Amanhece febril e mesmo a notícia de tudo estava certo para a cirurgia, mais uma mudança de planos. O médico de plantão demora a chegar. Alguns contratempos e mais um dia agitado. A febre, mesmo que pouca, alerta sobre alguma infecção oportunista e precisa ser investigada. A situação muda e a preocupação avança e toma lugar da euforia do dia anterior. A demora no atendimento pelo médico plantonista irrita e chega a abalar o bom andamento até então. O telejornal destaca recentes erros médicos e as infecções hospitalares, e não tem como não pensar e conversar sobre o assunto. Na parte da tarde consegue-se o contato e a presença do médico que vê o quadro e avisa que vai tomar as devidas providências.
Sábado, que seria o início de um bom final de semana, começa com o Byra febril e prostado. Não deseja, ou não consegue, se alimentar de forma adequada.  Não conversa direito e a operação é suspensa. Na parte da tarde, o médico responsável pelo seu atendimento aparece e se desculpa pela demora mas que a partir daquele momento passará a ter uma ação mais efetiva. Constata a necessidade de agir de imediato contra  a infecção assim como definir a ação em relação à fratura no maxilar.  A febre baixa um pouco, assim como a certeza que mais essas pedrinhas não servirão de barreiras para sua reabilitação.  É uma guerra difícil, de duras batalhas, que cada conquista só faz adoçar o sabor da vitória.
O domingo não foi muito diferente. Érika, escudeira e incansável, se mantém firme ao lado de Byra.  Ajuda-o no banho, na alimentação, faz tudo que pode para vê-lo mais confortável.  Só não foi possível deitar ao seu lado, como ele pediu na madrugada que não conseguia dormir. É como nos disse um amigo, tá doente mas não tá morto..." .
Dia 26, segunda-feira, são 47 dias de luta. Sinais de melhora em seu estado. A febre baixa e ele é levado para uma tomografia. Sua inquietação é grande e atrapalha o procedimento.  Tem que tirar sangue para exame, como suas veias estão muito finas e de difícil acesso, o sofrimento é grande mas necessário.  Do lado de fora a peregrinação para complementar a documentação para o INSS. Como sempre, falta um documento ou um formulário para ser preenchido. Volta-se ao Azevedo Lima, depois à Secretaria da Fazenda, onde o Byra trabalha.  Retorna-se ao hospital e já na parte da tarde, uma promessa que dentro de 5 dias, o documento de 5 linhas, estará pronto mas quem pode buscá-lo, somente o próprio ou filho, ou esposa, ou alguém com a devida Procuração. O irmão não serve.  É muita burocracia e barreiras administrativas aparentemente desnecessárias, e se para nós é difícil entender o processo, o que dizer da população mais humilde. Resta agora esperar e torcer pela recuperação do Byra para que possa ser remarcada a cirurgia no ombro e mais uma reviravolta no processo de recuperação, desta vez para melhor, claro.  

3 comentários:

Marcelo Halberg disse...

E Phoda cumpade

Marcelo

José Luiz (CSol) disse...

Cara,q saga! Mas quem perde d vespera e o abel. Vamos com tudo,q breve sairemos desse tunel. Bjao, st

Guilherme.´. disse...

Temos acompanhado através do nosso Ir. Byrão e da Érika os percalços por que passa o Byrinha. A luta é grande e certamente valorizará a vitória. Além das nossas preces temos feito em Loja Cadeia de União para o nosso Irmão. Permita Deus, o GADU, Jesus e o Mestre Sai baba que ele possa operar logo e que corra tudo bem.TFA.
Guilherme